A polêmica acerca do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) entra em sua semana decisiva: na quarta-feira, haverá uma reunião entre representantes da Prefeitura, da Defesa Civil, da CEF (Caixa Econômica Federal) e do Governo Federal para definir quem poderá sacar o fundo. A expectativa é que moradores de pelo menos dez regiões da cidade garantam o direito às retiradas. Os demais, ficarão na espera de uma decisão da Justiça. Os primeiros pagamentos deverão ocorrer no dia 15.
A Defesa Civil, em parceria com as Secretarias de Administração e Obras, está elaborando um mapa com as áreas atingidas diretamente por inundações ou enxurradas. Embora não haja definição oficial, a expectativa é que haja a indicação de três áreas inundadas e outras sete afetadas por enxurradas.
Quem mora nas cercanias do Córrego dos Bagres, entre o PS “Dr. Janjão” e o Posto Galo Branco, e na Avenida Alonso y Alonso, nas proximidades da Faculdade de Direito, receberá primeiro, já que esses locais foram atingidos diretamente pelas enchentes.
Em situação semelhante deverão ficar os moradores dos Jardins Santa Bárbara e Aeroportos II e III (zona sul); Dermínio e Martins (zona oeste); Residencial Moreira Júnior (zona norte) e Jardins Brasilândia e Paulistano (zona leste). Em todas essas áreas, os estragos foram causados pelas enxurradas.
De acordo com a CEF, mais de 19 mil pessoas protocolaram requerimento solicitando o saque de FGTS. De acordo com o banco e com a Prefeitura, não há como estimar quantos deles moram nas regiões que serão beneficiadas primeiro.
O CASO
Os trabalhadores moradores em Franca ganharam direito ao saque após a tempestade que varreu a cidade em 20 de janeiro deste ano. Foram registrados pontos de inundação e prejuízos em toda a cidade. Com isso, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) decretou situação de emergência, reconhecida em julho pelo Governo Federal. Pela lei, esse reconhecimento dá direito ao saque de até R$ 2,6 mil.
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