A espécie de “interrogatório” dos atendentes do Copom ao receber chamadas é eficaz para se evitar trotes e garantir maior chance de êxito para se prender os autores de um crime ou mesmo evitá-lo, mas gera descontentamento em quem liga para o telefone de emergência. Normalmente desesperado, o solicitante se irrita com a quantidade de questionamentos. Segundo o capitão Wellington, a prática é correta e não resulta em prejuízos ao atendimento das ocorrências. “Há uma série de perguntas que o atendente deve fazer. Quando a ocorrência é grave, ao mesmo tempo em que conversa com o solicitante, ele já passa a ocorrência para o despachador. Isto quer dizer que a viatura na rua já recebeu a ordem para se deslocar até o local para efetuar o atendimento emergencial. O cidadão se sente incomodado, pois não sabe que o deslocamento já foi feito antes do término da sabatina”.
O policial explica que, quanto mais informações a vítima puder passar sobre as características da ocorrência ou dos criminosos, mais chances a PM terá de prevenir a ação ou de prender os autores. Os casos de discussão sem agressão, acidentes de trânsito com ou sem vítimas e patrulhamento preventivo são as ocorrências mais freqüentes na cidade.
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