Cimento some dos depósitos de Franca


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Cimentos nos estoques das loja de materiais de construção em Franca estão diminuindo. Comerciantes estão temerosos que a falta do produto atinja os negócios
Cimentos nos estoques das loja de materiais de construção em Franca estão diminuindo. Comerciantes estão temerosos que a falta do produto atinja os negócios
As lojas e depósitos de materiais de construção de Franca estão preocupados. O preço do cimento disparou nas últimas semanas e o produto, indispensável para o setor da construção civil, passou a faltar em alguns estabelecimentos. Ontem, muitos comerciantes não tinham o produto para a venda e nem sequer sabiam quando a situação será normalizada. A loja Araguaia, na Vila Chico Júlio, é uma das afetadas pelo problema. Semanalmente, o estabelecimento pede uma carga de 900 sacas de cimento, mas tem sido atendido com menos da metade do pedido. “Tenho recebido apenas 150 sacas. A falta de cimento atrapalha as vendas, quem está construindo ou reformando fica receoso, fora isso, ocorre aumento a cada 15 dias”, reclamou o gerente Ricardo Cintra Andrade. Para não perder a clientela, Ildo Antônio da Silva, proprietário de um depósito que leva seu nome, resolveu sair à caça do produto com um caminhão particular. “Não tem como ficar esperando, por isso mandei buscar cimento direto da fábrica”. Para ele, o problema está na falta de caminhões para o transporte. “O frete está baixo. Então, os caminhoneiros preferem puxar calcário em vez de cimento”. No Depósito Bela Vista, a escassez de cimento tem prejudicado até as vendas de outras matérias-primas como areia e tijolos. Luciana Felice, vendedora, diz que os pedreiros e construtores ficam de mãos atadas e não compram com medo de serem prejudicados. “As vendas estão travadas e não sabemos quando a entrega de cimento será normalizada. Para piorar, as fábricas não dão explicações concretas sobre o que está acontecendo”. Entre as justificativas existentes no mercado para a escassez do cimento, a mais forte acusa as indústrias fabricantes de reprimirem a oferta de cimento para aumentar preço. Em pouco mais de um mês, o preço teve 20% de aumento (de R$ 12,50 para R$ 15) e já há anúncio de novos reajustes. A Votorantim Cimentos, fabricante do cimento Itaú, um dos mais comercializados em Franca, foi procurada pelo Comércio, mas a assessoria da empresa não se manifestou. Outra explicação para a falta do produto seria o crescimento das vendas nos últimos meses. Com a demanda em alta, as fábricas não estariam conseguindo atender aos pedidos que chegam todos os dias. Há também o boato de uma possível “greve” de caminhoneiros que estariam se negando a fazer o carregamento de cargas do produto em razão do baixo custo do frete. “Mas apesar de todas as justificativas, na realidade, a única certeza que temos é de que a falta de cimento é séria e não tem previsão de ser resolvida”, disse Ildo Antônio.

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