Com um consumo diário de 40 sacos de cimento, a fábrica de blocos Francano precisou buscar o produto fora de Franca para não paralisar a produção. Roberto Luís Mendes, proprietário da fábrica, diz que os pedidos feitos do produto têm atraso e não há como esperar. “Fiz um pedido terça-feira e só chegou hoje (ontem). A saída foi mandar um caminhão para Ribeirão Preto”.
Além de aumentar os gastos, em razão do pedágio, combustível e demais despesas, a escassez de cimento em Franca provoca estresse. “A gente fica mais nervoso, pois tem prazo para cumprir”. Mendes também reclamou do preço do produto. “Tem aumento toda semana e parece que já anunciaram mais um”. Na fábrica, é usado tanto o cimento comum como um especial, de secagem mais rápida. “Para esse caso mais específico, a demora tem sido ainda maior”.
Na Premold, outra empresa que usa o cimento na fabricação de pré-fabricados (lajes e muros), a escassez do produto ainda não afetou a produção por causa do estoque reforçado da empresa. “O estoque alto ajudou, pois usamos 150 sacos por quinzena”, disse Adriano Alves, funcionário da unidade.
De acordo com ele, existe a preocupação do cimento faltar, por isso a empresa tem procurado novos distribuidores. “Se o produto faltar, complica a nossa produção. O cimento é essencial”.
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