João (nome fictício) se arrepende de ter entrado na Omni. Convidado por parentes para entrar na empresa, vendeu a moto, saiu da faculdade, perdeu o emprego e entrou de cabeça no projeto. A empolgação não durou um mês e meio, período que não obteve o resultado esperado e não conseguiu um real sequer. Agora, tenta recuperar o valor do investimento, R$ 5,5 mil, em um processo judicial. “Quando você vai para apresentação, é todo mundo sorrindo, cheio de música. Você chega lá e se empolga e acaba entrando por impulso”.
De acordo com João, a Omni aproveita a empolgação do futuro associado e faz com que ele assine o contrato, com pagamento à vista. “Eles falam que você vai ter um ganho muito bom, mas, se o objetivo não é conquistado, a culpa cai sobre o associado”, diz João. “Quando você questiona, eles dizem que é você que não consegue atingir seus objetivos. Veja meu caso: sou vendedor e digo: a Omni não funciona”. O associado arrependido diz ainda que o sistema é sim de pirâmide. “Eu ganho dinheiro se colocar pessoas lá. Aquele sistema que eles falam, que você ganha dinheiro sobre a loja virtual, é totalmente mentira”. Ele não é o único. Casos como o de João começam a se tornar comuns na cidade.
Por outro lado, o estudante DS é pura animação com seu negócio. Há quatro meses e meio na Omni, ele ainda não indicou ninguém, mas se diz satisfeito com a loja virtual, a Oi Magazine, que vende produtos de informática, eletroeletrônicos e telefonia.
Segundo ele, seu endereço eletrônico já recebeu 26 mil visitas, que geraram 20 pedidos. Ele diz que com “um capital de giro pequeno”, começou a anunciar no Buscapé (site de comparação de preços) e criou banners em sites. “Em nenhum momento eu pensei que não ganharia dinheiro. Estou correndo atrás e não estou parado. Nestes quatro meses e meio, tive uma média de venda de R$ 2 mil mensais, com lucro de 8% a 15%”. Com isso, ele espera recuperar o dinheiro investido em cinco ou seis meses.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.