MP investiga cobrança retroativa


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O Ministério Público vai investigar se as cobranças de IPTU (Imposto Predial Territorial e Urbano) retroativas aos anos de 2003 a 2005 são regulares. A medida atinge a mais de 22 mil contribuintes que terão de desembolsar mais de R$ 2 milhões até 20 de novembro por conta de erros na contabilidade da Prefeitura. A cobrança foi anunciada na semana passada pelo secretário de Finanças, Sebastião Ananias. O promotor de Justiça do Consumidor, Carlos Henrique Gasparotto, marcou uma audiência para o próximo dia 23 para ouvir um grupo de munícipes insatisfeitos com as cobranças fora de época. “Vou oficiar a Prefeitura e tomar depoimento dos munícipes. Em seguida, abrirei inquérito para apurar o fato”, disse. A população também não gostou das cobranças. Vários e-mails, telefonemas e cartas chegaram à Redação do Comércio, ontem, reclamando da iniciativa do poder público municipal. Um dos indignados é o aposentado Antônio Fernando Teles. “Está esquisita essa cobrança depois de tanto tempo. Não somos culpados por um erro cometido pela própria Prefeitura e agora querem nos empurrar a conta? É revoltante”, disse.

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