Após 10 horas de julgamento, os sete jurados incumbidos de manter ou reduzir a pena de Carlos Fabiano Faccion, condenado a 140 anos de prisão pela autoria do crime conhecido como “Chacina de Batatais”, ocorrido em março de 2002, consideraram o réu culpado pela morte da irmã Talia Roberta Faccion, de apenas três anos, e a pena para este crime permaneceu em 22 anos, quatro meses e 15 dias. O novo julgamento aconteceu ontem, em Batatais, pois pela morte de Talia, Faccion havia sido condenado há mais de 20 anos de prisão, o que lhe deu o direito de ser julgado novamente por este crime (recurso de protesto por novo júri).
Bem mais magro e com menos músculos que há cinco meses, no julgamento anterior, Faccion chegou ao Fórum local às 8h55. Com algemas nas mãos e nos pés, se comportou como no primeiro júri: impassível. Durante a exibição das imagens da cena do crime, com os corpos da família mergulhados em sangue, impressionado, um dos jurados desmaiou. Faccion não, manteve-se indiferente.
Ao ser interrogado, o réu apresentou respostas tão prontas quanto vazias sobre a noite do crime. “Não sei como aconteceu. Estava dormindo, atordoado”, disse.
Faccion atribuiu toda a culpa à namorada dele, Edna Emília Milani, condenada a 132 anos de prisão, e um adolescente. Além da morte de Talia, o trio é acusado de matar a golpes de barra de ferro e facadas outras quatro pessoas da família Faccion -uma delas grávida.
Após a leitura da sentença, Faccion foi levado para a Penitenciária de Balbinos (SP), na região de Lins.
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