Se você arrepia só de pensar em cortar seu liiindo cabelinho, mas não vê a hora de mudar o visual, a dica dos cabeleireiros é clara: solte a franja!
A franja, termo que vem do francês e do latim para designar uma porção de cabelo aparado na testa, existe desde a época da musa egípcia Cleópatra, que já apostava no seu poder de sedução. As melindrosas também abusaram das franjinhas, ganhando, assim, um ar de “meninas molecas”. Com sua característica jovial, o corte também tomou conta da cabeça das apresentadoras de TV dos anos 80, como a Xuxa, Angélica e a Mara Maravilha. Agora, o resgate do estilo desta década fez com que as franjas saíssem do armário trazendo um colorido aos cortes e traços faciais. “Elas nunca saem de moda, mas voltaram com força total”, disse a cabeleireira Kátia Müller.
Para Kátia, a franja combina mais com pessoas descoladas e que tenham o cabelo nos comprimentos médio e curto. Mas qualquer pessoa, desde que se sinta bem, pode aderir à moda. Para isso, basta ficar atento para escolher o modelo de franja que mais combina com o seu rosto e a ocasião em que ela será usada. “Quanto mais tarde, menos franja porque ambientes formais não combinam com esse visual. Nesse caso, é melhor usar um coque”.
Existem muitos modelos de franja catalogados pela moda, os mais comuns são: reto, efilado, diagonal desfiado, abaulado e. Mas, de acordo com seu comprimento, podemos classificá-las como franja (mais espessa e na altura da sobrancelha), franjão (que fica entre o meio do nariz e a boca) e a franjinha (também termina na altura da sobrancelha, mas tem poucos fios). Estas últimas são as mais pedidas hoje em dia.
A franja é um corte versátil e pode ser usado com bandôs, rabo de cavalo e trança, mas, mesmo assim, exige cuidados especiais. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, elas crescem rápido e precisam ser aparadas a cada 20 ou 30 dias. Gel, mousse capilar, relaxa-mento e escova também são recursos importantes para deixar a franja no ponto e sem os benditos fios espetadinhos, maior problema do penteado.
A estudante de moda Monique Geraldelli sofreu com isso quando, no final de 2006, resolveu cortar a franja. Ela confessa que até se arrependeu nos primeiros dias. “Usei por muito tempo o cabelo comprido e estranhei muito quando resolvi usar franjinha. Ficou espetada, mas hoje adoro”.
MENINOS
Para Kátia, eles também podem usar e abusar das franjas, mas, nesse caso, elas são mais desalinhadas e com fios em tamanhos diferentes. “A franja para eles é mais estilosa e nem parece, de fato, uma franja. Se mistura com o cabelo e muitos até nem sabem que têm”.
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