Os autores de um dos piores crimes ocorridos em Batatais, caso que ganhou repercussão nacional como a “Chacina de Batatais”, ocorrido em março de 2002, vão a novos julgamentos. O pintor de paredes Carlos Fabiano Faccion, condenado a 140 anos, um mês e oito dias de prisão em seu primeiro julgamento por participar do assassinato de cinco pessoas, ferir outras duas gravemente e provocar um aborto, será julgado hoje, a partir das 9 horas.
Edna Emília Milani, a comparsa e namorada dele à época, condenada a 132 anos de prisão, dez meses e oito dias pelos mesmos crimes, irá a júri novamente em 22 de novembro.
Os novos julgamentos da dupla foram marcados após recursos de Protesto por Novo Júri, ocasionado quando o réu é condenado a 20 ou mais anos de reclusão em um crime. No caso de Carlos Fabiano e Edna, a condenação pelo assassinato de Talia Faccion, de apenas 3 anos, nos dois processos, excedeu esse tempo. As demais condenações em relação às outras vítimas foram mantidas.
Para garantir a segurança dos trabalhos, hoje, alguns cuidados foram tomados. “Haverá reforço da segurança, revista pessoal e o acesso será limitado à quantidade de assentos disponíveis, sendo que ninguém poderá assistir em pé”, disse o juiz que presidirá o julgamento, Rodrigo Miguel Ferrari. O acesso ao pavimento superior do Fórum só será permitido pela escada dos fundos.
Terão prioridade para assistir ao julgamento parentes do réu e das vítimas, estudantes de direito, advogados e imprensa. Os preparativos incluem ainda a interdição das ruas adjacentes ao Fórum e reforço da segurança com a presença da Polícia Militar e da Guarda Municipal.
Como não há previsão de quanto tempo o julgamento durará, os jurados, durante o recesso noturno, permanecerão incomunicáveis em apartamentos pré-reservados em um hotel na cidade. “Dependerá muito das estratégias utilizadas pela defesa e acusação. O julgamento poderá ser muito longo como também poderá ser curto. Temos um processo com sete volumes, é imprevisível”, afirmou Ferrari.
Faccion aguardou o julgamento de hoje preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. Após a nova sentença, ele será encaminhado a uma penitenciária do Estado. Já Edna está aguardando sua condenação definitiva na cadeia de São Simão.
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