A preocupação do secretário de Finanças da Prefeitura, Sebastião Ananias, não é em vão. Segundo ele, cerca de 30% da arrecadação prevista com o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) deixa de entrar no caixa da administração municipal por ano, o que significa algo em aproximadamente R$ 10 milhões anuais.
Já o percentual de imóveis que não têm os impostos pagos pelos donos é de aproximadamente 20%. Para se ter uma noção, em 2006, dos 126 mil boletos de IPTU enviados, 27.186 não foram pagos.
No caso do ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza), os inadimplentes somam 2.361 contribuintes de um universo de 22.400 empresas ou prestadores de serviços.
Para citar a importância do imposto, Ananias faz uma analogia com um condomínio. “Quem paga o custo do condomínio são os condôminos, que recebem os serviços. A cidade pode ser analisada como um grande condomínio, que tem custos e precisa do IPTU para arcá-los. Se alguém não paga, os serviços oferecidos são menores e quem acaba pagando a conta são os que mantém os pagamentos em dia”.
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