Vida de tratador


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Estar atento 24 horas, disposto a acordar de madrugada, ser rigoroso com horários e, talvez o mais importante, ter muito amor por animais. Estas características pertencem aos tratadores de cavalos dos clubes hípicos que disputam o Torneio Regional Hípico. A dedicação é exclusiva, tanto que eles vivem no próprio clube e se dispõem a viver com cerca de R$ 600 por mês. Com tamanha dedicação, os tratadores dos finalistas da temporada ganham destaque nesta fase final. Marcos Casimiro Ribeiro, 35, conhece todos os 45 cavalos do Clube Hípico Areia após estar na função há quatro anos. "Eu não sei viver sem isso aqui", disse Marcos. Adilson Pedro da Silva, 41, é quem cuida dos 52 animais do Cristais Paulista nos últimos cinco anos. Ele espera neste ano poder comemorar um título. "Gosto muito de corrida hípica e espero neste ano ver o clube conquistar o título", afirmou. Ser tratador não é nada fácil. Uma das exigências básicas é obedecer religiosamente horários, principalmente de alimentação dos animais. No Areia são três vezes ao dia - 6 horas, meio-dia e 17 horas -; no Cristais dois - 6h30 e 16 horas. O empenho é reconhecido pelos clubes. "Eles (os cavaos) têm hora certa para tudo: dar comida, remédio. Se estamos na final, o Adilson tem parte nisso", disse o diretor do Cristais, Wanir da Silveira. O diretor do Areia, Maurício Rocha, compartilha da mesma opinião. "O Marcos é muito importante", reconhece.

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