Empresários, profissionais liberais, vendedores são algumas das profissões dps donos de cavalos e cavaleiros dos clubes hípicos. Já os tratadores dos animais têm outro ritmo de vida. Curiosamente, os funcionários com esta função no Areia e no Cristais Paulista, finalistas do Torneio Regional desta ano, não pensavam em trabalhar nesta função.
Marcos Cassimiro Ribeiro, do Areia, nunca imaginou cuidar de cavalos. Há pouco mais de quatro anos, ele trabalhava em uma fábrica de calçados em Franca quando foi convidado a entrar no clube hípico por indicação de um amigo. Aceitou a proposta para ficar livre do aluguel. De quebra, receberia um salário, cujo valor preferiu não revelar. "Nos primeiros dias não sabia nada.
Fui aprendendo aos poucos e passei um pouco de aperto", brincou ele. O tratador aprendeu bem a nova função. Ele tem nas mãos uma das melhores tropas e mais caras da competição. Durante os quatro anos que está no clube, ajudou a equipe a ser campeã duas vezes. E dá a dica: "Tem que tratar certo todos eles, de igual para igual", comentou.
Adilson Pedro da Silva, do Cristais Paulista, era funcionário de uma fazenda, mas trabalhava com serviços gerais. "Antes fazia trabalho pesado. Isso aqui é muito melhor. Vira tudo família e conheço quase todos os cavalos. Só uns cinco, que são mais novos, não sei os nomes", disse ele, que mora no clube com a mulher e diz ter medo dos cavalos.
Apesar das diferentes histórias, hoje eles têm o mesmo objetivo: fazer de sua equipe a campeã. O Areia tem a vantagem, já que venceu em casa a primeira corrida da final no domingo passado. A disputa é melhor-de-três e o segundo encontro será neste domingo, no campo do Cristais Paulista. Se necessária, a terceira corrida acontecerá em Patrocínio Paulista, no dia 14 deste mês. No entanto, o Areia é favorito disparado. Atual bicampeão, o clube tem tudo para levantar o tri na casa do adversário, o que não será considerado demérito para o Cristais.
Na verdade, independente do resultado, as duas torcidas devem fazer festa após a decisão.
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