Acostumado a atropelar a Câmara, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) encontrou resistência atípica na sessão de ontem e sofreu derrotas em três projetos de lei de sua autoria. No principal deles, os vereadores aprovaram a prorrogação para aposentados e pensionistas pedirem isenção para pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). O prazo venceu no dia 30, mas a Câmara o prorrogou até o fim de outubro.
A matéria protagonizou a principal discussão da pauta, que tinha cinco projetos. Durante duas horas, o líder do governo, Jepy Pereira (PSDB), tentou persuadir os vereadores a desistirem. Chegou a alegar inconstitucionalidade. Mas não obteve sucesso e o projeto passou. Agora, caberá a Rocha vetar ou sancionar a prorrogação. O autor da idéia foi Marcelo Mambrini (PMN)
No embate que tratava da mudança da bandeira de Franca, nova derrota. Na apresentação do tema, houve manifestações contrárias. Percebendo que a rejeição seria inevitável, assessores do prefeito orientaram a base a pedir o adiamento por três sessões.
Por fim, a contragosto, o Executivo retirou da pauta de discussões o projeto de lei que criaria três cargos em comissão para motoristas do gabinete. Na sessão passada, a discussão foi adiada e ontem, sem perspectivas de aprovação, Rocha ordenou que a matéria fosse retirada. Como “prêmio de consolação” ao tucano, os parlamentares aprovaram a criação de 85 cargos para médicos.
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