Confira passo a passo como foi o caso


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Anunciada em 19 de março, a obra no Córrego dos Bagres, que faria o aprofundamento da calha do canal e seu alargamento, foi cancelada em 30 de março pelo prefeito Sidnei Rocha porque a empresa que elaborou o projeto técnico, a Betontest Comércio, Consultoria e Engenharia Ltda, pertence a Taísa Cintra Franceschi, mulher do engenheiro Marco Antonio Franceshi, então funcionário da Secretaria de Planejamento, divisão responsável pela licitação. O valor estimado para as obras, R$ 6 milhões, estaria R$ 1,2 milhão acima do mercado. Um acordo entre FFC Engenharia, Betontest e Infratécnica teria sido efetuado para lesar os cofres públicos. Além do casal Franceschi e Teixeira, estão envolvidos Caetano Perobelli, ex-chefe da Comissão de licitações, o ex-cunhado de Marco, José Eduardo Corrêa (dono da FFC Engenharia) e o engenheiro Virgínio Reis (sócio de Taísa). O MP investigou a licitação e concluiu que há indícios de fraude. Uma ação civil pública indicou que os envolvidos cometeram crime de conluio e que havia a possibilidade de formação de quadrilha. O caso foi enviado para a Justiça criminal, onde está sendo analisado. A Prefeitura exonerou, em 15 de maio, Perobelli de suas funções e afastou Teixeira e Franceschi de seus cargos. Dois procedimentos internos foram abertos para investigar o caso. Mesmo antes do resultado, em 13 de agosto, ambos foram readmitidos. O resultado dos procedimentos saiu na primeira quinzena de setembro e a decisão de Sidnei Rocha saiu ontem.

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