O Comércio da Franca completou 92 anos de circulação ininterrupta no dia 30 de junho. Mas é hoje que a sua tradicional edição de aniversário chega ao leitor. Há vários motivos para o atraso: mudança de prédio, integração de redações formando o Grupo Corrêa Neves de Comunicação, aquisição e instalação de nova impressora, ampliação de equipes, redefinição de rumos. Decidir-se por novos modelos e parâmetros não exige apenas coragem e empenho. Demanda tempo.
Com carteira de assinantes acrescida, decuplicação do número de pontos de venda, consolidação do primeiro lugar no Ibope, o jornal Comércio da Franca vive também um período de transformações na sua estrutura física. O exemplar de papel que o leitor tem em mãos exibe um tamanho sutilmente modificado desde o dia 16, e cores em páginas que anteriormente só admitiam o preto e branco. O jornal on line segue o mesmo ritmo de expansão, recebendo um número cada vez maior de visitantes/dia.
O Comércio responde ao desafio de levar para a Internet não só a qualidade da mídia impressa como também de transportar a ela valores essenciais do jornalismo que não dependem da plataforma de veiculação. Ou seja, estamos falando de independência editorial, de apuração precisa, de compromisso de esclarecer os fatos explicitando o maior número de aspectos possíveis que cercam uma notícia, da construção do contexto, do compromisso em dar voz a todos os lados envolvidos em um episódio. São princípios básicos da credibilidade sedimentada ao longo de 92 anos de exercício jornalístico.
Na edição deste domingo, o leitor poderá acompanhar um pouco da vida que pulsa no novo prédio da Avenida Eliza Verzola Gosuen mas também da história, pautada por pioneirismo e coragem, que este jornal vem construindo durante as últimas nove décadas, em diferentes espaços físicos, desde os fundos da Livraria do Comércio, de Ricardo Pucci, onde hoje se ergue o prédio de Casas Pernambucanas, até o velho galpão adaptado na rua Ouvidor Freire, onde Corrêa Neves se fez presente durante 33 anos, marcando com seu estilo os movimentos da redação, da administração, da gráfica. Na edição de hoje, o leitor tem a oportunidade de avaliar os perfis de todos os diretores que se sucederam à frente do jornal e o acresceram com sua vontade de garantir para Franca um órgão de imprensa independente e centrado nos interesses da comunidade. José de Mello, Ricardo Pucci, Alfredo Costa (Marcio Bagueira Leal) e Corrêa Neves foram homens empreendedores e idealistas, que caminharam avançando com a cidade. Homens que não tiveram medo de crescer, ainda que conscientes de que crescer é sempre custoso. Sucessor de seu pai, Corrêa Neves Júnior segue empunhando a tocha do otimismo, da liberdade, da coragem dos que não aceitam a acomodação. Ágil, objetivo, rigoroso, apaixonado pelo novo, Corrêa Neves Junior já vai conferindo o seu estilo ao Comércio.
Sempre é bom lembrar que a prática jornalística não é um negócio do tipo indústria de calçados, manufatura, confecção, panificação, prestação de serviços, tantos outros. Ela é parte integrante da formação, do desenvolvimento e da disseminação da cultura de um povo, no caso do Comércio, da gente francana e daquela que habita uma região de 23 municípios, alguns deles pertencentes ao Estado de Minas Gerais.
Nos seus 92 anos de existência vigorosa, o Comércio reitera seu papel de vetor pelo qual a comunidade francana e da região reflete e discute seus problemas, aperfeiçoa suas instituições, fiscaliza os poderes e aprimora a democracia.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.