Prazo termina quinta e movimento deve ser intenso nas agências Caixa


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O fim do prazo para que os trabalhadores que moram em Franca requeiram o saque excepcional do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que acontece na quinta-feira, deverá intensificar o movimento nas agências da CEF (Caixa Econômica Federal) na cidade. Os gerentes das agências não quiseram falar com a reportagem sobre o assunto, mas funcionários revelaram que não haverá esquemas especiais de atendimento. Na última semana, a procura já foi elevada, mas não houve registro de tumultos. O requerimento, em duas vias, é documento obrigatório para quem pretende efetuar os saques, que são limitados a R$ 2,6 mil. Além dele, o trabalhador tem de ir munido de cópias do CPF, RG, número do PIS/Pasep e comprovante de endereço do mês de janeiro a qualquer agência da CEF em Franca. Não é necessário nomear advogado para realizar o procedimento. Embora não exista um padrão oficial de requerimento, cópias podem ser retiradas no gabinete do vereador Gilson Pelizaro (PT) na Câmara; impresso pela internet no site da Prefeitura (www.franca.sp.gov.br) ou recortado nesta edição do Comércio. Para solicitar o saque, a pessoa não precisa trabalhar registrada. Pode estar desempregada ou até mesmo afastada por problemas de saúde. O requisito fundamental é ter saldo na conta vinculada de FGTS e ter como comprovar que morava em Franca no dia 20 de janeiro, quando ocorreu a tempestade que varreu a cidade e abriu a possibilidade dos saques. “O cidadão não receberá dinheiro na hora, mas garantirá o direito de cobrar a retirada na Justiça”, disse o procurador da República em Franca João Bernardo da Silva. VAI ADIANTAR? Uma decisão do Juizado Federal na última sexta-feira, que julgou improcedente uma ação protocolada pelo secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, que pedia a autorização do saque, aliada à negativa da Caixa em liberar os saques para as 50 mil pessoas que têm direito, pode fazer com que alguns trabalhadores desistam de requerer as retiradas. É o caso do vidraceiro Mauro Secci, 42. Ele diz ter R$ 5,8 mil depositados de FGTS. “Eu queria sacar o dinheiro para fazer um muro de arrimo em casa, mas como vou brigar com a Caixa? Vou deixar isso quieto”, afirmou. Para Jerônimo, isso não pode acontecer. “O trabalhador tem a Prefeitura, os vereadores e o Ministério Público Federal defendendo seus direitos. Ele não vai brigar sozinho”, disse. “Quem tem direito tem de ir atrás porque vai receber”, concordou o prefeito Sidnei Rocha (PSDB).

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