Batida entre carro e moto mata garota de 15 anos


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Populares se aglomeram diante do pontilhão do Aeroporto para observar corpo de vítima caído no chão: fatalidade
Populares se aglomeram diante do pontilhão do Aeroporto para observar corpo de vítima caído no chão: fatalidade
Um acidente causado ontem por uma sucessão de equívocos explica por que tantas pessoas morrem no trânsito de Franca. De um lado, um carro sem condições de circular, com os quatro pneus carecas. Se não bastasse, o motorista avançou o sinal de pare. Do outro lado, vinha uma moto em alta velocidade. O motoqueiro não tinha habilitação e estava de chinelos de dedo. O choque foi inevitável. A estudante Tereza Cristina da Silva, 15, que estava na garupa, foi arremessada a dez metros de distância e bateu a cabeça no chão. Morreu na hora. O desastre aconteceu às 10h30 diante do pontilhão que divide o Recanto Elimar com o Jardim Aeroporto. O pedreiro Paulo Henrique Rosa, 45, dirigia um Ford Pampa pela Avenida Carlos Roberto Haddad em direção ao viaduto. O pespontador Rafael Henrique de Souza, 18, conduzia uma moto Titan pela Magistrado Renato Sales de Abreu. No cruzamento das duas vias tem uma placa indicando parada obrigatória para quem vem pela Carlos Roberto Haddad. O condutor do carro ignorou a sinalização. “Eu vinha subindo e uma senhora empurrando um carrinho de salgado deu de querer invadir a pista. Assustei e, para não pegar nela, joguei para a esquerda. Acabei invadindo a outra pista e peguei a moto. Não tinha visto que ela estava vindo. Só escutei a buzina e o baque da batida. Acho que ele estava correndo muito”. Com a pancada, Tereza voou sobre o piloto da moto, bateu no pára-brisas da Pampa e foi jogada com a cabeça no asfalto. O capacete estaria aberto e também foi arremessado a vários metros de distância, não absorvendo o impacto. A adolescente sofreu traumatismo craniano e dilaceramento de face. “Pelas evidências, o motorista não obedeceu ao sinal de pare. Foi mesmo um conjunto de falhas que causou esta tragédia. O veículo estava em mau estado de conservação e foi apreendido. Testemunhas disseram que a moto estava em alta velocidade. Parentes do motoqueiro me informaram que ele não tem habilitação”, comentou o soldado William. A moto também foi recolhida. O motorista do carro não se machucou e foi retirado do local por policiais para evitar que populares o agredissem. O motoqueiro sofreu escoriações e foi levado ao hospital. Antes, ainda se exaltou e tentou agredir a repórter Cintia Flávia da rádio Difusora, que fazia a cobertura da ocorrência. A jovem vítima morava a poucas quadras de distância, no Jardim Aeroporto II. Aos poucos, vizinhos e parentes chegaram ao local e se desesperaram ao vê-la caída em meio a uma poça de sangue. “Meu Deus do céu. Não acredito. Isto não está acontecendo. Não pode ser ela”, se desesperou o pai da garota, Donizete Alves da Silva. Familiares disseram que Tereza estava jogando vôlei com amigos em uma quadra de um posto de combustíveis nas proximidades. Depois da partida, pretendia passar em uma lan house do bairro para colocar sua foto no Orkut. Não teve tempo.

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