A Noviça e o Faraó


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Acabo de ler o livro ‘A Noviça e o Faraó”, editado pela Lachâtre e de autoria do consagrado escritor espírita Hermínio Correa de Miranda, especialista no estudo da reencarnação e autor de inúmeras obras consagradas na literatura doutrinária do espiritismo. Nele o Dr. Hermínio narra a história da menina inglesa, Dorothy Louise Eady, nascida nas proximidades de Londres, numa localidade denominada Blackheath. A menina, aos 3 anos de idade, teve uma queda e foi considerada morta pelo médico que a atendeu. Enquanto preparava o atestado de óbito, ao voltar à residência da menina, o médico foi surpreendido pelo fato de encontrar a criança bem viva e se alimentando de chocolate. Não soube explicar o acontecido, porquanto julgava a menina definitivamente morta. A partir de então, Dorothy começou a apresentar lembranças espontâneas de uma vida que vivenciara no Egito, há 3.200 anos atrás, na cidade sagrada de Abydos, na qual participara como sacerdotisa e iniciada nos rituais sagrados dos egípcios daqueles tempos. Enquanto sacerdotisa jurara não se envolver com as coisas do mundo e se manter casta para sempre. Estava nos jardins do Templo quando foi avistada pelo faraó Seti I. Ambos se apaixonaram e tiveram um relacionamento. Daí a sacerdotisa, que na época se chamava Omm Sety, ficou grávida e traiu o compromisso assumido perante os superiores espirituais. Não podendo acusar o faraó, resolveu se suicidar, pondo fim àquele caso de amor. A atitude tomada pela sacerdotisa provocou um afastamento entre ela e o faraó que durou 3200 anos e que só vai ser retomado com a lembrança expontânea de Dorothy, que narrou toda esta maravilhosa história de amor. Tudo poderia ser levado à conta da imaginação, de invenção por parte do Dr. Hermínio, reconhecidamente adepto da reencarnação. Poderia ser uma obra de ficção. Entretanto, nada é criação do autor. Ele apenas traduziu o livro ‘Abydos: holy city of ancient Egypt’. De autoria da própria Omm Sety (Dorothy Eady) e do egiptólogo Hanny El Zeini, contrário à reencarnação, além de documentário filmado em Abydos pela BBC e com a própria Omm Sety. Assim, não há como refutar a veracidade da história. Só lendo o livro para se tomar conhecimento de todos os detalhes, das minúcias referidas pela Omm Sety a respeito da sua vida (onde ela voltou a viver até o final da sua existência), na cidade de Abydos. Aliás, a reencarnação é o tema da atualidade no mundo todo. Já não se trata de achar que a doutrina da palingenesia é criação do espiritismo, pois não é. Autores consagrados, em todos os continentes, estão abordando o assunto em livros que são os mais vendidos. Veja a obra do Dr. Brian Weiss, brilhante psiquiatra americano, não espírita, e autor do consagrado livro ‘Muitas vidas, muitos mestres’, além dos ‘Só o amor é real’ e ‘A Terapia das vidas passadas’. Poderíamos citar ainda o Dr. Patrick Drood, com os seus livros sobre o assunto. Também poderíamos lembrar sobre o filme baseado em uma história real: ‘Minha vida em outra vida’, filmado pelos americanos e que mostra como as lembranças espontâneas confirmam a doutrina da reencarnação. Todos os livros citados podem ser encontrados na livraria espírita do Idefran. FELIPE SALOMÃO é bacharel em Ciências Sociais e membro da diretoria do Instituto de Divulgação Espírita de Franca (IDEFRAN)

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