Além de cuidar de crianças e adolescentes vítimas de violência e administrar uma creche que atende 30 crianças do bairro de Goianazes, a Fundação tem outro projeto. Há 20 anos, a entidade iniciou a construção de um hospital para atender famílias de baixa renda. A idéia surgiu da promessa feita por Irene a uma mulher que morreu no parto antes de conseguir chegar a um hospital. “Sei que muita gente não acredita, mas o fato é que a planta do prédio do hospital foi psicografada. O engenheiro fez apenas algumas alterações e aprovou”.
Tirar o projeto do papel não foi fácil. “Quando eu falava sobre a vontade de construir um hospital, todo mundo achava a idéia maluca. Ninguém acreditava”. Sem outra alternativa, a Fundação começou a promover quermesses anuais para arrecadar dinheiro. As festas se tornaram a principal atração do bairro. “Felizmente muitas pessoas nos ajudam. Ganhamos até bois para leiloar. Agora realizamos até três festas por ano”.
Após duas décadas de construção, a obra entrou em fase de conclusão. A entrada recebeu piso frio e as paredes foram pintadas de verde. Restam as partes elétrica, hidráulica e colocar pisos nos 28 leitos (todos com banheiro) e pintar todo o prédio. Para isso, a instituição necessita de doações. “Não conseguimos apoio do governo. Tudo o que é gasto aqui vem de doações. A gente necessita muito de material de construção. Qualquer ajuda será bem-vinda”.
A fundação sonha em inaugurar o empreendimento, que recebeu o nome de Hospital Beneficente “Dr. Adolfo Bezerra de Menezes”, até o mês de maio do próximo ano. O pedido de credenciamento do SUS (Sistema Único de Saúde) foi encaminhado ao Ministério da Saúde. A resposta ainda não veio. A única certeza é que um grupo de mais de 20 médicos ficou admirado com o projeto e se prontificou a ajudar. “Todos nos visitaram e se animaram muito”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.