Nada de panfletagem nos cruzamentos e calçadões, vendedores de balas ou mantas esparramados nas calçadas, entrega de brindes, placas promocionais no meio do caminho e locutores aos gritos nas portas das lojas. Quem andou ontem pela região central de Franca pôde perceber a ausência dessas figuras e o surgimento de um novo Centro.
As mudanças foram resultado do primeiro dia da Operação Limpeza, instituída pelo prefeito Sidnei Franco da Rocha (PSDB) para promover o que ele classifica de “moralização” do Centro.
Logo nas primeiras horas da manhã, um batalhão formado por 14 fiscais de obras e posturas, mais de 15 policiais militares e dez guardas civis municipais já estava a postos, circulando pelas ruas e ordenando a retirada de todo tipo de “poluição” nos calçadões das Ruas Voluntários da Franca, Rua do Comércio, Marechal Deodoro, Praça Nove de Julho (Correios), Terminal Ayrton Senna e Praça Barão.
O grupo também aproveitou para fiscalizar documentos, licença de funcionamento e autorizações de ocupação de solo de comerciantes e ambulantes. Na Praça Dom Pedro I (Banco Itaú), o novo chefe da Divisão de Fiscalização de Obras e Posturas, Ismael Antônio Xavier Filho, acompanhou de perto a ação e constatou algumas irregulares. De 60 camelôs cadastrados, quatro deles precisaram guardar as mercadorias em razão de problemas com a administração municipal. Em dois casos, houve bate-boca entre fiscais e comerciantes que se diziam injustiçados. “Esse trabalho tem a missão de reeducar o mercador para que regularize sua situação. Felizmente não há clandestinos, apenas alvarás vencidos, falta de freqüência ou ausência do titular na barraca”.
Os camelôs notificados ontem têm até o dia 10 de outubro para regularizarem as pendências com o município. Caso não o façam, correm o risco de terem as barracas retiradas e de perderem o ponto.
CIDADE LIMPA
A exemplo do que ocorre em São Paulo, a operação iniciada ontem em Franca também pretende dar uma nova cara à cidade. A partir de hoje, todos os camelôs situados nas três praças de comércio popular da cidade serão obrigados a desmontar as barracas ao final do expediente aos sábados. A intenção é deixar as praças limpas e livres para a passagem. “Se a norma não for cumprida, as armações serão apreendidas”, disse Ismael Xavier.
A ação de fiscalização dos vendedores ambulantes e camelôs deve durar três semanas, em seguida, os fiscais trabalharão para combater mesas, cadeiras, entulhos, placas e mercadorias sobre as calçadas e até luminosos, outdoors, caçambas e bolotas posicionados irregularmente. “O Centro vai ganhar cara nova e mais organização”, garante Ismael.
A Operação Limpeza, que começou por volta das 8 horas, se encerrou pouco depois do almoço. Hoje deve ser retomada em toda a área central.
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