O curso de Direito da Unifran (Universidade de Franca) tem preocupado o Ministério da Educação. Ele é um dos 89 cursos da área no Brasil cujos resultados obtidos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) e no Exame de Ordem da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) foram considerados ruins pelo MEC.
De acordo com o Ministério, o Direito da Unifran teve nota 2 no Enade, numa escala de 1 a 5, e aprovou apenas 12 (4,4%) dos 273 candidatos na OAB. Os desempenhos foram classificados abaixo do padrão de qualidade e “inspiram, neste momento, muitos cuidados”. A listagem foi divulgada quarta-feira, no site do MEC (www.mec.gov.br).
A universidade deve ser notificada do baixo desempenho e terá dez dias para justificar o resultado e apresentar as providências tomadas para que as deficiências sejam corrigidas. Caso o plano de recuperação da qualidade do ensino na unidade não seja aceito pelo MEC, há o risco do curso ter sua licença de funcionamento cassada por falta de qualidade.
Ontem, em nota oficial enviada à imprensa, o reitor da Unifran, Clovis Galdiano Cury, disse que a instituição está atenta a toda e qualquer avaliação governamental ou não e já tomou as providências necessárias para melhorar o desempenho dos alunos.
Entre as mudanças, estão a troca na direção do curso de Direito, restruturação no projeto pedagógico e o oferecimento aos alunos de um curso gratuito voltado para os exames da OAB. “São mudanças que procuram novos caminhos para aperfeiçoar o bom ensino oferecido na instituição”, diz trecho da nota.
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