A Estação Primavera acontece quando a terra maternalmente se ajeita e se enfeita para receber as flores. O calendário de setembro se agita com o grito da exclusão emitido nos muitos eventos, fóruns e conferências previstos para este mês. Oxalá a Primavera e os gritos possam chegar aos ouvidos moucos daqueles que se julgam em paz por não terem que pensar além dos próprios interesses.
Ao contrário do que se possa imaginar, o ordenamento jurídico por si só não garante ao sujeito a plena posse de seus direitos.
Nesse cenário, algumas mudanças na história do Direito moderno propiciaram a ascensão das demandas por ações afirmativas, levadas adiante pelo ativismo social, com leis e decretos debaixo do braço.
Essas ações significam o implemento ou incremento de políticas de discriminação positiva, tendo como objeto central revisitar modelos existentes, vislumbrando aplicabilidade real.
A política de cotas é um gênero derivado de uma ação afirmativa, promovida por movimento de mulheres.
Minorias desproporcionalmente pobres, afetadas pelo desemprego, menos escolarizadas que os grupos dominantes, sub-representadas nas estruturas políticas, e super-representadas nas prisões, de acordo com Kofi Annan, são formas de injustiça social que não necessariamente precisam fazer parte do futuro.
Mulheres e cotas na política, ridículas e necessárias cotas, mesmo assim é notória a sub-representatividade. Muitos motivos, como o despreparo, escassez de recursos posto que financiamentos são seletivos e corporativistas; patriarcalismo nos partidos e principalmente desconhecimento e falta de participação de mais mulheres contribuem para manter o cenário.
Mulheres na mídia, expostas como carne em açougues, prontas para consumo exigente e ávido; celebridades do dia-a-dia expondo dramas ao vivo e a cores, continuam discriminando.
A exceção é Bebel, rainha da prostituição das ruas, na novela das oito. Camila Pitanga rouba a cena ao mostrar uma “profissional do sexo” com todo glamour e muita, mas muita “catiguria”.
A Polícia Federal apontou 1222 pontos de venda de serviços onde existem abuso sexual, tráfico de meninas e meninos que se encontram literalmente à margem do caminho a serviço da prostituição. Isso inspirou uma importante ação afirmativa da parte do World Childhood Foundation (WCF)- o “Programa na mão certa”, voltado para os caminhoneiros.
Apesar de tudo isso, a primavera chegará, mesmo que ninguém mais diga seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la, como diria Cecília Meireles.
DIA DE LUTA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência. Colegiado representativo promove uma ação afirmativa na Câmara Municipal no dia de hoje... Franca como as demais cidades ‘não possui a acessibilidade’ que possa garantir a esses cidadãos o direito de ir e vir. Sem sinais de obstáculos, as calçadas têm se transformado num horror, provocando quedas a idosos e cegos, numa cidade que é de todos ou não?
RITO DE PASSAGEM II
A inauguração da ala infantil do Hospital do Câncer contou com o céu azul como pano de fundo. Descortinados o pavilhão Rionegro e Solimões e Luiza e Pelegrino Donato. Onofre Trajano foi o mecenas desta obra de arte cravada no coração dos francanos. Maria Paula Rocha, a Paula das ‘rosinhas’ da Ong Voluntárias da Saúde (em razão do jaleco rosa), foi a grande homenageada, por ser uma das fundadoras da Ong Doce Toque de Humanidade.
UMA HISTóRIA DE AMOR
A Apae de Franca, vencendo desafios, montou em quinze dias uma grande festa lá no seu espaço. Muito sacrifício e dedicação desde a Administração Municipal, funcionários nas obras e funcionários da Apae que indiscriminadamente vestiram a roupa de voluntários, em prol desta que é uma causa mais do que justa. A superintendente Niura Agostini e todos os de lá, estão literalmente com a mão na massa. Parabéns ao presidente Paulo Zamikhowsky e ponto para os 900 pequeninos do pedaço.
Eu vou!
AINDA A apae
E tem mais: a Apae de Franca continua antenada e vibrante na conquista de mais para seus assistidos: hoje, às 19 horas, recebe autoridades e convidados para os atos inaugurais de seu novíssimo Bloco de Ensino Profissionalizante.
Segundo o presidente Paulo Zamikhowsky, a nova ala vai permitir a aceleração de aprendizado sobre profissões aos assistidos e garantir-lhes socialização mais rápida e intensa.
A construção e a adequação ambiental do novo bloco teve o apoio do BNDES e da Prefeitura Municipal de Franca.
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