A maldade do povo não tem mesmo limites. A piada que circula na rede agora é sobre o novo apelido do “aerolula”: tem gente falando que deveria se chamar pinga-pinga. Eu explico, antes que sua mente piore ainda mais as coisas. Acontece que nesses nove meses de segundo mandato o presidente visitou um país a cada dez dias.
Pura inveja. Coisa da “elite branca” e da “mídia golpista” que não se conforma em ver um operário dirigindo a nação. Só pra lembrar: ‘se beber não dirija’. Um amigo me disse que até gosta do que eu escrevo, mas que eu só sei falar de coisa ruim.
Outro dia o Lula disse que no Brasil tem muito pessimista, e que o pessimismo do brasileiro o incomoda. Tem um ditado que diz que no Brasil, otimista é um pessimista mal informado. Tem outro que diz que no Brasil os otimistas acham o país uma m..., e que os pessimistas acham que não vai ter m... pra todo mundo.
Isso tudo deve ser mesmo coisa de gente que não tem o que fazer. Gente que não gosta do Brasil e que como diria o professor Marins “torce para o jacaré no filme do Tarzan”.
Picuinhas a parte o que importa mesmo são os números da economia. Vejamos, por exemplo, o nível de endividamento da sociedade brasileira, pessoa física e jurídica. De acordo com o Banco Central, as operações de crédito oferecidas pelo sistema financeiro cresceram 2,9% frente a julho, e chegaram aos incríveis R$ 841,5 bilhões de reais, o equivalente a 33,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Os otimistas dirão “vejam, as pessoas e as empresas estão acreditando no País, estão buscando dinheiro para investir, para crescer!”; os pessimistas, “o que será de nós com tanta gente devendo tanto dinheiro?”.
Otimistas e pessimistas fazem o que podemos chamar de dinâmica de uma nação livre e democrática. Sem eles ficamos resignados, amortecidos, encantados com o canto da sereia, digo, da lula.
Vamos a mais um exemplo. A mídia de modo geral, a golpista e a não golpista, noticiou com alarde que cerca de seis milhões de pessoas deixaram de ser miseráveis no Brasil em relação a 2005.
De acordo com a pesquisa qualquer cidadão que viva com mais de R$125,00 por mês não é mais um miserável.
Os otimistas certamente diriam “nunca na história deste país...!”; os pessimistas afirmariam categoricamente que “estatística é igual biquíni; mostra muita coisa, mas esconde o essencial!”.
É assim que deve caminhar uma nação plural, entre otimistas e pessimistas. O pensamento de um povo livre, democrático, sobretudo inteligente, deve ser variado. É legítimo que haja os pessimistas, assim como é salutar que os otimistas existam.
Governos democráticos estão preparados para os aplausos e para as vaias. Governos democráticos sabem ouvir o contraditório.
Assim, seria mais conveniente que não se falasse mais em pessimistas nem em otimistas, mas em brasileiros que têm sobre o país um olhar crítico capaz de reconhecer vícios e virtudes de um Brasil em desenvolvimento. Lento, mas em desenvolvimento.
Antes que eu me esqueça, e para encerrar, aos otimistas vai uma boa notícia: segunda-feira, primeiro de outubro, comemora-se o Dia Nacional do Vereador. Parabéns. Para os pessimistas vale lembrar: segunda-feira é o Dia do Vereador no Brasil; sinto muito, meus sentimentos...
ALEXANDRE HENRIQUE LEONEL é farmacêutico e integra o Conselho de Leitores do Comércio da Franca
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