Claudemir Cardoso, 41, é seringueiro profissional. Com 20 anos de profissão, fez quatro cursos para se especializar no ofício e hoje cuida, com a ajuda da mulher e do filho, do seringal de três alqueires da propriedade do médico Samuel Almeida Filho.
Ele considera o manejo para cultivo das seringueiras fácil, mas ao mesmo tempo lembra que a sangria das árvores requer cuidado e o cultivo no início é considerado caro. Cada muda custa R$ 3,50.
De acordo com Cardoso, as seringueiras demoram sete anos para entrar em produção, em seguida, precisam ganhar as medidas exatas (45 centímetros de circunferência numa altura de 1,5 metro acima do solo) que permitam o corte da casca.
A sangria é feita no período da manhã, com uma faca apropriada, e não pode ter umidade. O látex escorre em gotas e fica recolhido em potes, amarrados nas árvores, com capacidade para dois litros do produto. O material é armazenado seco. “O serviço exige mão-de-obra específica, pois não se pode machucar a árvore”, disse o produtor Samuel Almeida Filho, que trouxe o funcionário da região de Barretos.
Cardoso trabalha com a família na sangria e não tem do que reclamar. “Seringueiro é uma profissão reconhecida e não há desemprego, pois as árvores produzem em dez dos 12 meses do ano”. Claudemir não revelou seus rendimentos mensais.
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