Posto de R$ 2,5 milhões é adaptado para deficientes


| Tempo de leitura: 2 min
Um posto diferente foi inaugurado na cidade na semana passada. Com investimentos superiores a R$ 2,5 milhões, o estabelecimento é totalmente adaptado para funcionários e clientes deficientes. O posto está localizado na Avenida Ademar de Barros, na Vila Aparecida. No posto, chamado Auto Posto Cidadão, inaugurado no último sábado, 22, há adaptações nas áreas interna e externa. O chão é demarcado por faixas de sinalização quadriculadas em preto e branco, informando por onde os carros devem circular. As cinco bombas de combustível são digitais e mais baixas que o normal, além disso, têm as mangueiras mais curtas e flexíveis para facilitar o manuseio. A preocupação em modelar o local para deficientes se estende também aos banheiros, que possuem portas e armários mais largos e até o chuveiro é adaptado. “Se o funcionário quiser tomar banho, ele terá uma cadeira especializada. Na cozinha, a pia é mais baixa e estamos pretendendo montar armários também”, disse o proprietário do posto, Lauro Pimenta. O movimento do posto é grande. Por hora, cerca de 150 pessoas passam por ali. “Aquelas que possuem alguma deficiência física não têm problemas se resolverem sair do carro. Aqui, não há degraus, somente rampas”, disse Lauro. A idéia de criar um posto voltado especialmente para funcionários e clientes com deficiência nasceu há um ano, quando Lauro conheceu o projeto Cidadão Capaz, desenvolvido pela Petrobrás para incluir deficientes no mercado de trabalho. “Eu já tinha dois postos e procurei a Petrobrás para abrir o terceiro. Foi quando eles me apresentaram o programa e me levaram para conhecer lugares onde o projeto já funcionava. Fui a um posto em que só trabalham pessoas anãs, outro onde a atendente tinha síndrome de Down. Isso me motivou”. A construção da unidade em Franca, a nona do gênero no país, começou há um ano. “A Petrobrás entrou com cerca de R$ 500 mil e eu assumi o resto porque acho que vale a pena”. Agora, depois de todo o investimento, Lauro luta para conseguir colocar o ideal do projeto em prática. Ele não consegue encontrar deficientes interessados em trabalhar no local. “Visitei as casas de algumas pessoas que têm deficiência, mas muitas recebem os benefícios do governo e optam em não trabalhar para não deixar de receber o auxílio. É uma pena”. Até agora quinze deficientes aceitaram a proposta de emprego. Uma delas é Alessandra Ferreira, 31. Ela recebia um auxílio do governo de um salário mínimo (R$ 380) e decidiu abandoná-lo. “Hoje sou frentista. Nunca imaginei que um dia conseguiria um trabalho. Estou realizando um sonho”, disse. Casada há dez anos, Alessandra nunca havia trabalhado por não ter as duas pernas. “Estou realizada”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários