Acidente mata garota de 9 anos atropelada


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Na pista ficou a marca do sangue, sinal da violência
Na pista ficou a marca do sangue, sinal da violência
Tudo o que a pequena Ana Carolina Nascimento Silva, 9, queria era chegar logo em casa. Ela, o irmão e sua avó saíam da Unifran (Universidade de Franca) por volta das 19 horas de ontem quando uma fatalidade interrompeu o caminho. “Carol”, como era carinhosamente chamada pela família, foi atropelada por uma caminhonete na Rodovia Ronan Rocha e morreu na hora. O irmão e a avó presenciaram tudo e entraram em estado de choque devido ao acidente. Não era a primeira vez que a aposentada Elza Borges Nascimento, 64, levava o neto para receber atendimento odontológico na Unifran, rotina que também era acompanhada com freqüência por Ana Carolina. Ontem, após saírem da universidade, avó e netos caminhavam com destino ao Parque Progresso. A aposentada estava segurando as mãos das crianças. De um lado o garoto; do outro, “Carol”. No quilômetro 33 da Rodovia Ronan Rocha, perto da Unifran, a pequena Ana se soltou da mão da avó e correu em direção à pista. Segundo informações da polícia, o menino ainda gritou para que ela esperasse, mas Ana Carolina não conseguiu chegar ao canteiro central. No momento em que ela tentava atravessar, foi atropelada pela caminhonete D-20 dirigida pelo industrial LGD, 23, morador no Jardim Roselândia. Com o impacto, o corpo de “Carol” foi parar ao lado do canteiro central da pista. A cena de horror foi presenciada pelo irmão e pela avó. “A avó e o menino tiveram que ser atendidos pela equipe médica da Autovias ainda na rodovia. Quanto à menina, infelizmente, nada pôde ser feito para salvá-la. Os ferimentos foram graves e ela morreu na hora”, disse soldado André Luiz, da Polícia Rodoviária. O delegado de plantão, Djalma Donizete Batista, esteve no local, onde iniciou o trabalho de investigação sobre o acidente. “Aparentemente, o motorista da caminhonete não teve culpa, mas, por via das dúvidas, pedi o exame de dosagem alcoólica dele. A criança se soltou das mãos da avó e atravessou. O inquérito será instaurado para apurar das responsabilidades”, disse Batista. [FOTO2] Passados pouco mais de 20 minutos do acidente, os pais da vítima chegaram ao local. Diante de olhares dos socorristas, policiais e curiosos, outra triste cena. Maria Cristina Balduino da Silva, mãe de Ana Carolina, ao ver o corpo da filha coberto com pano preto, jogou-se sobre ela em desespero. “Por que Deus não me levou? Porque isso aconteceu? Eu quero minha filha. Meu Deus. Eu quero ela”, gritava, em prantos, a mãe, deitada sobre o corpo da própria filha. O pai de Ana Carolina, Ademir Nascimento da Silva, também entrou em desespero ao ver a filha morta. Completamente transtornado, populares tentavam evitar que ele ficasse no meio da pista, pois poderia ser atropelado. “Eu quero morrer”, disse. Ana Carolina Nascimento da Silva morava com os pais e o irmão no Jardim Samello 4. Seu corpo será velado na sala 6 do velório São Vicente e sepultado na tarde de hoje no Cemitério Santo Agostinho. Os trabalhos são da Funerária São Francisco.

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