O envelhecimento é um processo pelo qual todo ser vivo passa porque ninguém acorda velho de um dia para o outro. Esse processo ocorre de forma gradativa e alguns cientistas até defendem a tese que o envelhecimento começa ainda dentro do ventre materno.
Parece óbvio, mas muitas pessoas não conseguem enxergar desta maneira devido à imagem equivocada que têm do idoso e do envelhecimento. A falta de crédito em relação ao idoso faz parte de nossa cultura onde tudo de bom é para o jovem e o de ruim fica para o velho como o desrespeito, doenças, invalidez e muitas outras mentiras, mas é na violência contra idosos o momento em que podemos observar a face mais cruel de um ser humano.
É inadmissível imaginar um filho maltratar os pais, justamente quando chegam a um momento da vida em que necessitam de mais atenção e cuidados. Este cenário é tão revoltante quanto real e comum. Os casos de violência contra o idoso têm crescido e acontecem na sua maioria entre familiares.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 10% dos idosos sofrem maus-tratos. Número assustador. A sociedade precisa aprender a se defender dela mesma. Precisamos parar de fechar os olhos. Precisamos nos meter na vida dos outros, denunciar, gritar, pedir socorro por esses que hoje são maltratados. A idade chegará para todos e um em cada dez jovens e adultos de hoje será humilhado ou castigado quando a idade chegar, isso, se este índice não aumentar. Os próprios idosos receiam denunciar, pois muitas vezes dependem economicamente dos agressores e temem que as agressões aumentem.
Como a esmagadora maioria dos casos ocorre em família, fica também mais fácil acobertar a violência, mesmo assim, os vizinhos são responsáveis pela maior parte das denúncias feitas.
Poderia se criar em Franca um disque-denúncia exclusivo para receber este tipo de caso. Nossa cidade tem a obrigação de inovar nessa questão. Somos uma cidade que envelhece muito rápido. Estima-se que, em 2017, Franca tenha mais de 38 mil idosos. Atualmente tem cerca de 30 mil. Em toda a região a população de idosos cresceu de 50 mil em 1966 para 72 mil no ano passado. Estes dados foram publicados na matéria da repórter Renata Modesto, aqui no Comércio, no dia 16 deste mês.
A Prefeitura, por meio de sua comunicação social, deveria promover campanhas publicitárias para conscientizar a população.
Precisamos usar criatividade e bom senso. Devemos ser treinados a fiscalizar e a denunciar. Não podemos tolerar que nossa história seja apagada a chutes, tapas e xingamentos. Que o hoje não fique apenas nas comemorações, mas que seja uma homenagem à humanidade porque envelhecer é um presente e ficar velho é uma opção.
POSITIVO
O trabalho que está sendo feito no Museu da Imagem e do Som em Franca. O diretor do MIS, radialista Luiz Cláudio Barsotelli, conta com o apoio do Presidente da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura), Reginaldo Emídio e do diretor da divisão de Cultura, Sérgio Menezes, para lançar o site do museu na Internet.
Milhares de fotos, centenas de fitas VHS com personalidades de Franca poderão ser consultados pela rede. Na última sexta-feira, o Dia do Radialista foi comemorado no MIS, à Rua Campos Salles, 2210. Um áudiovisual com fotos de radialistas que marcaram época na cidade, além dos novos talentos, arrancou aplausos. O presidente da Associação da Imprensa, Rádio e TV de Franca e o radialista-prefeito Sidnei Rocha falaram aos profissionais do rádio, num ambiente de muita descontração.
NEGATIVO
O estado de abandono em que se encontra a Praça Nossa Senhora da Conceição. A praça principal de Franca está se igualando à da Estação. A grama secou, papéis para todos os lados e a fonte, outrora luminosa, escureceu, de tanta sujeira. Dia desses, até um pombo morto foi encontrado nas águas sujas da fonte. A Prefeitura de Franca destinou uma verba mensal de 8 mil reais para a Acif cuidar da praça, o que não está acontecendo. Com a palavra o presidente da Acif, João Carlos Cheade.
PRAÇA BARÃO
Bem ao lado, na Praça Barão o quadro continua o mesmo. Só que nessa praça a responsabilidade não é da Acif, mas da Prefeitura. O que aconteceu com o pessoal da limpeza? O centro de nossa cidade deteriora-se cada dia mais, com a sujeira e a poluição.
MOTOS
Já passa da hora de acabar com a poluição sonora de motos que circulam pela cidade com escapamentos abertos. Não há quem agüente. Os mototaxistas puxam a fila. É surpreendente a indiferença das nossas autoridades quanto aos problemas decorrentes da poluição sonora, embora ela seja fator de tanto desconforto auditivo e mesmo fonte de irreparáveis danos à saúde, provocando distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade auditiva, surdez, dores de cabeça, alergias, distúrbios digestivos, falta de concentração e o aumento do batimento cardíaco, entre outros problemas.
500 ANOS
Já que hoje se comemora o Dia do Idoso, recordo-me de uma brincadeira ocorrida durante as festividades do Dia do Radialista no Museu da Imagem e do Som, na sede da Feac. Radialistas da velha guarda, entre eles Jovassi Corrêa Dias, Antônio Augusto Nunes de Souza, Aurélio Garcia, Moacir de Almeida, Valdes Rodrigues, o prefeito Sidnei Rocha e este colunista, resolveram somar as idades para ver se a contagem atingiria 500 anos. Faltava muito. Repentinamente alguém da mesa gritou:
‘Pronto, passamos dos 500 anos’.
Luiz Neto acabava de chegar.
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