O vereador Marcelo Valim (PSDB) foi ouvido ontem no Ministério Público a respeito das denúncias que fez na sessão do último dia 11 de que parlamentares dividem salários de assessores. Na ocasião, declarou que escuta “há muito tempo” que “assessores passam apertados porque tem vereador que fica com dinheiro deles.” Diante do promotor, o tucano recuou e focou a denúncia apenas em seu colega de partido Jepy Pereira.
De acordo com o promotor de Justiça, Paulo Borges, Valim declarou que não quis generalizar a acusação, mas que se “confundiu” na hora do pronunciamento na tribuna. Ele afirmou que somente Jepy faz a divisão do dinheiro entre dois assessores. “Em linhas gerais, ele quis dizer que sua refe-rência seria apenas ao Jepy, mas que acabou dizendo no plural”.
Após encerrar a oitiva, Borges chamou, sem convocação prévia, Jepy para depor. Questionou os pontos levantados por Valim e quis saber como é a remuneração dos auxiliares de Jepy. “Eu já o havia notificado a respeito e o vereador negou que persista nessa prática. Disse que paga o segundo auxiliar com recursos próprios”, afirmou Borges. “De qualquer forma, ouvirei os dois na semana que vem”.
Valim negou que tenha recuado em seu posicionamento. Disse que respondeu tudo que foi perguntado pelo promotor, mas que não quis dar nada “mastigado” para o MP. “Não recuei. Aliás, não era obrigado a falar o nome para ele (Paulo Borges)”, disse.
Jepy não gostou das decla-rações de Valim e disse que foi usado como “bode expiatório”. “Aproveitou que tive aquele desgaste e disse que achava que era eu (quem divide salários)”, disse.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.