Vans clandestinas ameaçam mais de 200 crianças


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Seu filho pode estar em perigo. Ao menos 240 crianças são transportadas diariamente por oito vans e peruas escolares que trabalham sem a autorização da Prefeitura. Conseqüentemente, elas também não foram vistoriadas pela Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), o que coloca a segurança dessas crianças em risco. “A vistoria garante que o veículo atende às normas de segurança, o que é essencial para proteger as crianças”, disse o tenente Castilho, do Corpo de Bombeiros. Segundo o Departamento de Transporte Alternativo de Franca, existem 125 veículos cadastrados na cidade e oito deles não renovaram a licença para realizar o transporte escolar no segundo semestre. Mas a quantidade de vans irregulares pode ser maior. Para 15 perueiros ouvidos pelo Comércio, existem na cidade ao menos 30 veículos que transportam crianças clandestinamente. “Deve haver uns 20% de vans irregulares. Além de colocar a vida das crianças em risco, eles atrapalham o mercado, porque cobram pelo menos R$ 30 a menos, já que são irregulares e não têm as despesas para a legalização”. Isso significa que não existem garantias de que condições de segurança sejam cumpridas. Entre elas, vidros com limitadores de abertura, pneus adequados, faixa horizontal de identificação ou número adequado de crianças por van. Para identificar estes veículos, a divisão de Transporte da Prefeitura, intensificará na próxima semana a fiscalização realizando blitz na porta das escolas. Segundo o tesoureiro da Cooperativa de Transporte Alternativo de Franca, Luís Cândido Mota, os pais devem ser parceiros na fiscalização do transporte escolar. “Não basta apenas negociar o preço do transporte. É preciso cobrar do perueiro a regularização, afinal, são vidas de crianças que estão sendo colocadas em risco”. É o caso da atendente Gilda Teixeira de Souza Cândido, 37. Seus dois filhos e uma sobrinha são transportados de van para a escola. O perueiro que ela escolheu tem alvará da Prefeitura para o transporte alternativo. Gilda é direta quando se refere aos que são irregulares. “Eles cometem um crime. Quando colocamos as nossas crianças nas mãos deles, confiamos nessas pessoas. Por isso, estar dentro da lei é o mínimo”. Para o perueiro Ronald Essado, que é regularizado, a fiscalização é mais do que necessária. “Só assim poderemos garantir um pouco mais de segurança às crianças”.

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