Ex-vereadores condenam ausência na votação


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Quatro ex-vereadores foram ouvidos para repercutir as ausências. Todos condenam a prática. O radialista Valdes Rodrigues, da Difusora AM, que foi vereador por um mandato, é incisivo. “A abstenção é como um voto secreto. A população desconhece o que pensam seus eleitos. É melhor o vereador polêmico, mas com postura, do que aquele que fica em cima do muro”, diz. O também radialista Éverton Lima acha que as ausências nas sessões são conseqüência da falta de assistência dos parlamentares à população durante a semana. “Como os vereadores não atendem a contento durante os outros dias, o povo os procura nas terças-feiras porque sabe que estarão na Câmara”, diz Lima. O advogado Théo Maia acredita que a omissão é uma estratégia covarde. “Os parlamentares são obrigados a votar. Ele, ausente, fica sob pena de sofrer o desconto proporcional. E o que mais me aborrece é que os descontos não acontecem”, afirma. “Isso é uma covardia contra a cidadania”. Para o professor Marcial Inácio da Silva, votar é a mais importante atribuição do vereador. “Se o cara não toma uma posição, de sim ou de não, para não se indispor com quem quer que seja, deixa de cumprir com a função para a qual foi eleito”, diz.

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