A Prefeitura fechou, ontem, por R$ 11,3 milhões, a venda da folha de pagamento dos servidores para o Banco Real. O contrato terá duração de cinco anos e o pagamento deverá ser feito nas próximas semanas. O banco administrará as contas-salário de mais de 3,7 mil funcionários públicos, que representam um giro superior a R$ 6,6 milhões mensais.
Para os servidores, que passam a receber no Real a partir de dezembro, não haverá mudanças. O prédio no Paço onde funciona o Banco do Brasil se transformará em agência do Real e nenhuma taxa terá que ser paga. O anúncio foi feito após a realização de processo licitatório.
A abertura dos envelopes com as propostas dos bancos ocorreu ontem, após dois adiamentos. Cinco instituições compareceram ao Paço Municipal, mas somente duas, Real (R$ 11,3 milhões) e Santander (R$ 11 milhões), fizeram ofertas. Os representantes de Bradesco, Nossa Caixa e Banco do Brasil, atual “dono” das contas, acompanharam, calados, o processo. O perdedor ainda pode impetrar recurso, no prazo de cinco dias, contra o resultado.
O secretário de Finanças, Sebastião Ananias, comemorou discretamente a negociação. Recentemente, ele disse que esperava ofertas acima dos R$ 13 milhões. Ainda assim, afirmou que o dinheiro dará fôlego para a Prefeitura. Os focos serão asfalto e construção de escolas e creches. “Foi um valor razoável, mas não espetacular, que possibilitará investimentos em obras, na Educação e na Saúde”, disse.
Já o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, que preside a Copel (Comissão Permanente de Licitações), foi mais enfático. Para ele, foi uma “grande tacada” da Prefeitura. “Pagaremos R$ 700 mil de multa por rescindir o contrato com o Banco do Brasil e a cidade receberá R$ 11,3 milhões à vista, tão logo o resultado seja homologado. Foi muito vantajoso”, afirmou.
O gerente de Relacionamentos com o Poder Público do Real, Agnaldo Scotton, também ficou satisfeito. Tão logo foi anunciado o resultado, disparou telefonemas, via celular, para comunicar o resultado aos seus diretores em Ribeirão Preto. Em seguida, disse que o banco buscará oferecer serviços de qualidade aos servidores. “Vamos disponibilizar linhas de crédito diferenciadas e condições favoráveis”, disse, sem adiantar quais os eventuais atrativos.
TERCEIRA VEZ
Para que o vencedor da licitação fosse anunciado, houve muito contratempo. A primeira reunião, em 17 de agosto, terminou em confusão. Os representantes dos bancos disseram que havia erros nas listagens de funcionários e salários e não fizeram propostas. O fato ocasionou um abalo nos relacionamentos dos secretários Ananias e Jerônimo. A licitação foi adiada.
No último dia 19, os bancos pediram novo adiamento, pois detectaram erros na pirâmide salarial dos servidores. Nova data foi remarcada e ontem, enfim, saiu o resultado.
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