Centro Empresarial pode sair do papel


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O sindicato calçadista reuniu cerca de 40 associados na noite de quinta-feira passada para apresentar-lhes seu projeto de construir o Centro Empresarial de Franca, juntamente com a associação do comércio e indústria (Acif). Por enquanto, é uma intenção, mas com grande possibilidade de se tornar realidade. Há tempos a Prefeitura Municipal cedeu a cinco entidades patronais um terreno de 9.700 metros quadrados no final da avenida Alonso y Alonso, para que construíssem o Centro Empresarial. A maioria desistiu do empreendimento e mantiveram-se interessados a Acif e o sindicato calçadista. As duas entidades já gastaram uma nota preta na aterragem da área e agora pretendem edificar ali suas novas sedes (dois pavimentos de 3 mil metros quadrados cada), com auditório anexo de 1.500 m2 e amplo estacionamento coberto. O custo das construções está em aberto, porque o projeto preliminar pode ter alterações. Jorge Donadelli, presidente do Sindifranca, estima em um milhão de reais o valor do prédio que abrigaria a entidade. A execução da obra ainda depende da aprovação dos associados, que serão consultados em assembléia geral. Se aceitarem-na, ainda haverá um período de duração indefinido para captação de recursos. O mandato de Donadelli termina dia 30 de maio do próximo ano. Ele assegura-nos que não concorrerá à reeleição e que neste meio tempo, se a edificação não estiver em andamento, deixará no caixa dinheiro suficiente para o seu sucessor iniciá-la de imediato. Reconhece haver, no momento, alguns fabricantes contrários à iniciativa, mas aposta na aceitação dela pela maioria. Como o setor enfrenta uma série de dificuldades (exportações cambaleando e os negócios internos alternando em muitos altos e baixos, por exemplo), o encontro promovido pelo Sindifranca serviu também para animar os fabricantes presentes. ‘Já enfrentamos várias crises e não será agora que ficaremos abatidos. Nossa capacidade de recuperação é incontestável’, ressaltou o presidente, com a concordância do auditório. Seguiu-se uma palestra de Carlos Arcolino sobre motivação. Ao revelar suas experiências tenebrosas com drogas no passado, superadas aos trancos e barrancos, convenceu a todos que estão no melhor dos mundos. Salgados e líquidos revigoraram as conversas dos grupos que se formaram ao final. Falou-se aqui e ali: Se a classe tivesse o costume de trocar experiências, muita gente não precisaria reinventar a roda. Somos concorrentes e não inimigos. Mas, infelizmente, poucos vêem isso. (...) A informação é uma ferramenta cada vez mais importante para os negócios, você não acha? (...) O governo federal quer criar mais 29 mil cargos no próximo ano. Deve gastar quase 139 bilhões com salários. Em 1994 esse pagamento atingia R$ 35,8 bilhões. É o fim da picada! NOVA FÁBRICA Geraldo Ribeiro Filho, o Geraldinho da Opananken, está reformando um barracão de mil metros quadrados que alugou nas proximidades do condomínio Morada do Verde. Remontará nesse prédio a Zero Stress, uma fábrica que instalou há quatro anos nas proximidades do Parque Progresso, e atualmente funciona com pequena produção de 60 pares diários. Já adquiriu alguns equipamentos para complementar os existentes na Zero Stress e calcula que a nova fábrica começará a funcionar em meados de novembro. Produção inicial: 300 pares/dia de um sapato masculino sem costuras, que tem a mesma construção do tênis e receberá palmilha e forro especiais para elevar o conforto da linha. Serão contratados 30 funcionários inicialmente. Outro tanto deverá ser admitido a curto prazo, “porque nossa meta é aumentar a produção gradualmente até chegarmos a mil pares diários, mesma quantidade que fabricamos na Opananken”, afirma Geraldinho. TEMOR Empresários da cidade receberam com desagrado a notícia sobre a intenção do governo federal de ampliar em 15 bilhões de reais seus investimentos em 2008 na área social. Não recriminam a elevação desses gastos, ressaltam apenas temer o aumento de impostos, já que o Planalto não menciona corte de despesas para bancá-la. ANOMALIA O Correio Braziliense destacou recentemente em seu editorial a falta de vontade política do governo brasileiro para melhorar a educação pública no País - “teima em não dar prioridade ao essencial (...), o que resulta em professores mal remunerados, mal qualificados e escolas capengas”. Baseando-se em dados do IBGE, o jornal cita que a renda de uma família cresce 190% quando apenas um integrante dela tem diploma universitário. “Se forem dois, o ganho aumenta 430%. Não há dúvidas: a alavanca social mais eficaz é a educação e desenvolvimento sustentável se dá com ensino de qualidade”, assinala. É PROBLEMA? A maioria das indústrias brasileiras de calçados é administrada por familiares. Quando surgem atritos, os desgastes na empresa são maiores porque os parentes, invariavelmente, acreditam que o tempo solucionará os conflitos. Uma parte dos especialistas em administração acredita ser uma ilusão pensar assim. Dizem: a melhor forma de evitar problema com parentes, na empresa, é não deixá-los entrar. Ou senão, condicionar o ingresso aos interesses da firma, depois de avaliada sua utilidade. Nunca por solidariedade.

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