O procurador da República João Bernardo da Silva disse que aguardará um comunicado oficial da Prefeitura para decidir qual posição o Ministério Público Federal tomará sobre o caso. De acordo com ele, se o poder público fizer o que a Caixa quer e emitir um novo laudo técnico, apontando somente as áreas inundadas, não será necessário intervir. Mas se o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) mantiver o Avadan (Relatório de Avaliação de Danos) emitido pela Defesa Civil, que indica a cidade toda atingida, a saída será recorrer à Justiça.
Bernardo afirmou, ontem, que quer uma resposta rápida da Prefeitura, já que o prazo para requerer o saque do FGTS se esgota no próximo dia 4. “Eles têm de me posicionar para eu ver se haverá um acerto ou não. Caso não haja, terei de entrar com uma ação civil pública para resguardar o direito das pessoas pleitearem o saque judicialmente”, disse.
Para o procurador, a Justiça é o caminho mais complicado. “Um processo desse tipo vai tramitar por pelo menos um ano, mas, se não restar outro jeito, vou à Justiça”, afirmou.
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