Quando o assunto é cultura, Ribeirão Corrente sai na frente. A cidade é a que mais investe nessa área entre os municípios da região, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2006, a Prefeitura Municipal reservou R$ 194 mil do orçamento para os projetos culturais. Pedregulho vem logo atrás, com R$ 184 mil destinados aos projetos da área. Franca investiu bem menos. Durante todo o ano passado, o município gastou R$ 104 mil com cultura, de acordo com a pesquisa, totalizando 47% a menos que Ribeirão Corrente - dados esses contestados pelo secretário de Cultura, Sérgio Menezes.
Patrocínio Paulista foi a cidade que menos deu atenção para o lado cultural dos moradores - investiu apenas R$ 9 mil.
O secretário de Cultura de Ribeirão Corrente, Clodoaldo de Oliveira, se surpreendeu com o destaque em relação aos outros município”. “O investimento foi realmente foi muito bom. É preciso investir no lado cultural das pessoas”.
Segundo o secretário, boa parte dos recursos foi usada na aquisição de equipamentos para a Casa da Cultura, como a aparelhagem de som, computador, antena parabólica, microfones, aparelho de DVD, entre outros. O restante da verba foi investido em projetos culturais, entre eles duas encenações teatrais, três exposições de artes plásticas, artesanato e fotografia. “No decorrer do ano também promovemos várias palestras, que geram gastos desde a garrafa de água à panfletagem de divulgação e oficinas culturais”, disse Oliveira. “O único projeto que não gera tantos gastos é o Cinema na Cultura”.
O diretor da Divisão de Cultura de Franca, Sérgio Menezes, não concordou com os dados divulgados pelo IBGE. “Os investimentos feitos no ano passado pelo município na área de cultura devem ter ultrapassado os R$ 500 mil. Só com o Carnaval gastamos mais de R$ 106 mil”, disse Menezes. Esses valores, segundo ele, incluem os projetos culturais da Feac (Fundação Esporte, Arte e Cultura).
Apesar de não ter a relação completa dos os gastos, Menezes relatou alguns investimentos como a troca da iluminação do Teatro Municipal, que também ganhou ar-condicionado. “Acredito que, só no teatro, gastamos R$ 200 mil”. A Divisão de Cultura também comprou computadores para a Pinacoteca e a Biblioteca. “Não sei qual o critério que o IBGE usou, mas os gastos foram bem maiores”. Menezes prometeu divulgar nos próximos dias o balanço de 2006.
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