Mais de 60 pessoas morreram em acidentes só neste ano


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O estudo do Ministério da Saúde leva em conta apenas os acidentes ocorridos até 2005. Com base no banco de dados do Comércio, é possível concluir que a média anual de mortos no trânsito se mantém firme. Em seu levantamento, o jornal contabiliza os acidentes fatais por local de ocorrência, independentemente de as vítimas serem francanas ou não. Nos primeiros nove meses de 2007 (até dia 21 de setembro), o trânsito já matou 63 pessoas em Franca e rodovias que cortam a região. A se manter a média, o boom de mortes verificado em 2005 voltará a se repetir. A maioria do acidentes fatais ocorreu na área urbana. Ao todo, foram 33. Destes, 19 foram atropelamentos. Idosos são as vítimas mais freqüentes desta modalidade. Na quinta-feira, 13, o aposentado Fulgêncio Mendes de Oliveira, 88, foi atropelado por uma moto na Avenida Brasil. Sofreu traumatismo craniano e morreu três dias depois. O também aposentado José Ferreira de Oliveira, 71, morreu um dia depois. Ele foi atingido por um carro nas proximidades do Franca Shopping. Sofreu diversas fraturas expostas, dilaceramento de crânio e ficou com a face desfigurada. “As ruas da cidade até que são bem sinalizadas. O problema mesmo é a imprudência. É fundamental que haja mais rigor na fiscalização do trânsito e campanhas eficazes de conscientização”, disse o engenheiro Marcelo Ferreira. O perigo não está apenas dentro das cidades. As rodovias locais respondem por 30 das 63 mortes ocorridas na região. A Cândido Portinari, com 15 casos, é a campeã. A maior parte das mortes aconteceu no trecho compreendido entre o Franca Shopping e a entrada de Pedregulho, onde não há duplicação. “O fluxo de veículos é grande no setor. Apesar da pista ser simples, as pessoas costumam abusar. Casos de excesso de velocidade e ultrapassagem em locais proibidos são freqüentes”, constata o sargento Mariano, da Polícia Rodoviária. A Rodovia Municipal João Traficante (Franca/Ibiraci - MG) registrou dez mortes neste ano, contra três da Fábio Talarico (São José da Bela Vista). A Nestor Ferreira (Restinga) e a Tancredo Neves (Claraval - MG) tiveram um acidente fatal cada.

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