Tiros, facadas, pauladas. Não importa a maneira. Nos últimos 25 anos, 402 francanos foram assassinados. O número deixa a cidade em 25º lugar entre as 49 que mais tiveram mortes violentas no Estado. No comparativo entre o primeiro e o último ano do levantamento, as ocorrências de homicídio triplicaram.
Em 1980, Franca teve apenas nove assassinatos. Em 2005, o número saltou para 29, um crescimento de 222%. A média estadual de aumento no período foi de 153%.
Apesar de terem triplicado, os assassinatos representam uma porcentagem baixa (11%) em relação ao total de mortos por causas externas, que é de 3.499. “Ao analisar os números, é preciso levar em consideração a população do município. Nos últimos 25 anos, a cidade cresceu muito. Com o progresso, é natural que a violência se torne maior. Infelizmente, os investimentos em segurança não acompanham o mesmo ritmo de crescimento.
Proporcionalmente, acredito que a média de homicídios tenha se mantido”, disse o delegado Wanir José da Silveira Júnior, delegado-titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Segundo estimativas do IBGE, Franca tinha 150 mil habitantes em 1980. O número saltou para 320 mil em 2005.
De acordo com os números do Ministério da Saúde, a atual década foi a mais violenta dos últimos 25 anos em Franca. Em 2004, 43 francanos foram assassinados, contra 26 do ano anterior e 25 de 2002. Em contrapartida, 1986 foi o ano mais tranqüilo, com apenas três homicídios. Em 1997, outro número reduzido. Apenas seis moradores de Franca foram vítimas de assassinato. A exemplo do levantamento sobre as mortes por acidentes, os números levam em consideração o local de residência dos mortos.
Estatisticamente, Santa Bárbara D’Oeste, na região de Campinas, aparece em 1º lugar no ranking de crescimento dos casos de assassinato. Nenhum morador da cidade foi assassinado em 1980.
Em 2005, foram 31. São José do Rio Preto apresentou uma variação de 355% (11-50). Em Bauru, o número de ocorrências oscilou 180% (15-42). A porcentagem das cidades citadas ficou acima da média estadual, que foi de 153%.
No período, as mortes por homicídios em Ribeirão Preto cresceram 110% (30-63). De acordo com o levantamento, o melhor desempenho foi de Santos, 24%. Em 1980, foram 42 santistas assassinados. Em 2005, o número subiu para 52.
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