Se fôssemos levar em consideração apenas o número de homicídios, Franca atualmente estaria vivendo na década de 80. Há tempos, a cidade não registrava um período tão calmo em relação a esta modalidade de crime. A cidade ficou exatos 116 dias sem registrar um único assassinato em 2007. O jejum foi quebrado no dia 6 de setembro, com a morte do comerciante Tarcísio Rosa Pires, 50. Ele levou um tiro no abdômen quando estava na porta de sua casa, no Jardim Petráglia. O autor do disparo ainda não foi encontrado.
Cinco dias depois, outro assassinato. A sapateira Luciene de Jesus, 28, foi morta enforcada dentro de casa pelo próprio marido, o motorista Ulisses Pereira Geraldo, 22. Ele se apresentou espontaneamente à polícia e disse que agiu motivado por ciúmes. Responderá ao processo em liberdade.
Até a última sexta-feira, dia 21, 12 pessoas foram assassinadas em Franca, uma das quais, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Mesmo número de francanos foi vítima de homicídio em 1983. “Estatisticamente, o número de assassinatos em Franca está dentro do aceitável ou, até mesmo, abaixo da média para uma cidade do porte da nossa. Mesmo assim, não podemos falar que está bom. Enquanto uma pessoa for morta, não sossegaremos. Nossa luta constante é para reduzir o índice e mandar os autores para a cadeia”, disse o delegado Wanir.
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