As delegacias policiais da cidade passarão a registrar os boletins de ocorrência pela internet até o final do ano. O novo sistema, chamado de RDO (Registro Digital de Ocorrências), será financiado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e deverá ser implantado em cidades acima de cem mil habitantes. Quarenta e cinco municípios deverão receber o benefício.
Na região, apenas Ribeirão Preto já utiliza o sistema. Lá, ele facilitou a identificação de pessoas procuradas e também interligou as informações entre as delegacias.
Em Franca, o novo sistema será implantado nos cinco distritos policiais e três delegacias especializadas, integrando a rede de informações de cada delegacia, possibilitando acesso digital aos boletins em tempo real. “Isso vai facilitar muito nosso trabalho. Se um veículo é roubado em Franca, todos os distritos equipados com o RDO tomam conhecimento do fato ao mesmo tempo.
Além da informação ser passada de forma mais rápida entre as delegacias da cidade, o sistema permite que outras unidades do Estado também tenham acesso. Isso agiliza nas investigações”, disse o delegado Daniel Paulo Radaeli.
Estima-se que a implantação do sistema nas cidades do interior custará R$ 4 milhões. Araraquara, Ubatuba, Taubaté, Barretos, Franca, São Carlos, Sertãozinho, Jaú, Americana e Rio Claro, terão o benefício.
Além de ajudar a agilizar as investigações dos crimes, uma outra vantagem do sistema é permitir aos escrivães e delegados identificar pessoas procuradas. “Basta colocar o número do RG de uma pessoa para que, imediatamente, apareçam todas as ocorrências policiais em que esta pessoa esteve envolvida ainda que como testemunha ou vítima”, disse Radaeli.
Hoje, na elaboração dos boletins, raramente são pesquisados dados de pessoas que aparecem para registrar ocorrências como vítimas. “O objetivo é evitar golpes com vários registros do mesmo crime e facilitar a identificação de procurados pela Justiça”, disse o delegado.
Com a implantação do programa, o Setor de Inteligência da Polícia Civil unirá os dados dos indiciados, como as características físicas dos criminosos e os crimes cometidos em todo o Estado. Além disso, impressões digitais computadorizadas, fotos em três dimensões de dois ângulos e a voz dos criminosos estarão à disposição. “Quando uma vítima for à delegacia denunciar algo e fizer o retrato falado do autor do crime, logo que colocarmos os dados no computador, terá uma busca dos indiciados que possuem características semelhantes”, explica Radaeli.
Com a inclusão das 45 cidades no programa, entre elas Franca, o número de abrangência no Estado chegará aos 70%.
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