Dia 24 de setembro de 2007, às 10 horas. Exatamente na data em que completa um ano e cinco meses que começaram as obras da Ala de Oncologia Infanto-Juvenil do Hospital do Câncer de Franca, o novo espaço será inaugurado. São esperados cerca de 300 convidados, entre autoridades, médicos, diretores, colaboradores e pacientes que lutam contra o câncer para prestigiar o evento, que marca uma nova fase para a instituição. Os cantores Rionegro & Solimões, padrinhos da ala, confirmaram presença.
A previsão era abrir a nova área em fevereiro deste ano, mas as chuvas dos primeiros meses de 2006 atrasaram o início da construção, que só começou em 24 de abril do ano passado. A data foi adiada três vezes. A obra é resultado de um esforço conjunto da comunidade. O R$ 1,5 milhão investido foi todo fruto de eventos beneficentes, como jogos, CDs, shows, jantares, palestras, campanhas e edições do Mc Dia Feliz. O Comércio da Franca contribuiu com a campanha “Assine Esta Obra”, lançada durante as comemorações dos 91 anos do jornal em 2006. “De uma maneira geral, a população é solidária. O câncer sensibiliza mais por ser mais letal e precisar de uma estrutura moderna e cara para dar suporte aos pacientes. A nova ala, com certeza, é exemplo da solidariedade das pessoas”, disse o oncologista pediátrico Reynaldo José Sant’Anna.
O novo espaço era fundamental. O Hospital do Câncer iniciou suas atividades em janeiro de 2002 e, com os anos, percebeu à necessidade de ampliar as instalações para atender a demanda crescente e oferecer mais conforto, espaço e modernidade aos usuários. No início, 120 pacientes estavam em tratamento. Cinco anos depois, o número está dez vezes maior. O HC recebe 1200 usuários por mês. A quantidade de crianças doentes também cresceu muito. O atendimento pediátrico começou faz três anos e meio com dois pacientes; hoje, são 40 crianças e jovens na luta contra o câncer.
A construção da Ala Infanto-Juvenil dobrou a área do complexo hospitalar, no Jardim Petráglia. Com 1.690 metros quadrados, abriga dois andares com espaços exclusivos para crianças e jovens: recepção separada da de adultos, brinquedoteca, consultórios médicos, salas de quimioterapia, farmácia, anfiteatro e sede do Centro de Voluntários da Saúde. Os adultos também foram beneficiados com a obra.
A capacidade de atendimento pediátrico aumentou cinco vezes. “Antes, o HC possuía apenas dois leitos, agora são dez. Ampliamos a disponibilidade de leitos e podemos atender mais pacientes pediátricos na quimioterapia simultaneamente”, disse o médico. A área destinada às pessoas maiores de 18 anos, que também foi transferida para o novo pavilhão, é três vezes maior que a antiga. A sala de quimioterapia tinha dez lugares, agora trabalha com 27.
Com a inauguração da ala, que já está em funcionamento, os setores do HC foram remanejados. O hospital passou a ser dividido em três pavilhões. Instalada no prédio antigo, a radioterapia chama-se “Luiza Trajano Donato”; a quimioterapia, que funciona nas novas instalações, foi batizada de “Rionegro & Solimões”; e o departamento de Educação e Promoção Social ganhou o nome de “Onofre Trajano”. A homenagem se deve ao fato dos quatro terem participação fundamental na construção do hospital com doações e promoções de campanhas.
NOVIDADE
O Hospital do Câncer tem investido em aparelhos modernos e de primeira linha na luta contra a doença. O equipamento mais recente começou a ser usado no início de agosto e será inaugurado nesta segunda-feira juntamente com a Ala Infanto-Juvenil: é o de braquiterapia, que demandou investimento de R$ 500 mil. O aparelho é usado principalmente para tratar tumores localizados, como de próstata e útero. A radiação emitida ocorre em maior volume e, em contato direto com o local afetado, atinge uma área mais restrita do corpo. “Os pacientes não terão de viajar para Barretos, Ribeirão e outros centros para se tratar com braquiterapia”, disse o médico radioterapeuta André Tasso.
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