Dono do garrafão


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Cara de bravo, mas de conversa mole, Wendell Gibson, com passagens pelo basquete da Argentina e do México, teve nesta semana a contratação definida pelo Unimed/Franca. Na segunda-feira, dia 24, o clube enviará sua documentação para o Ministério do Trabalho, em Brasília, a fim de que o jogador obtenha a autorização para jogar no Brasil. A expectativa é de que ele possa estrear no próximo dia 30, no Póli, contra Pinheiros. Durante este período, o norte-americano Gibson, apelidado de "Macetão" pelo grupo, devido a semelhança com o atleta nacional, segue treinando com o time e tentando superar uma de suas dificuldades: a velocidade que o técnico Hélio Rubens Garcia quer implantar nesta temporada. Na entrevista que segue, o jogador fala sobre suas expectativas em jogar num país até então desconhecido para ele. Além disso, aborda os problemas que teve na universidade em que começou sua carreira, a Hofstra, em Hempstead, Estado de Nova Iorque, quando um teste para uso de maconha deu positivo, e até sobre a sua noiva, Michelle Clerveaux. Comércio da Franca - Qual sua expectativa para jogar quatro campeonatos em um time que busca chegar às finais em todos? Wendell Gibson - Eu não tenho expectativas muito apreensivas em razão da dimensão desse desafio. Pelo menos, por enquanto. Em todos os times (que passei), procuro jogar da melhor forma que posso. Procuro manter sempre a serenidade. Comércio - Esta é a primeira vez que joga no Brasil? Gibson - Sim, fiquei muito feliz com esta oportunidade e honrado em razão da reputação deste time. Comércio - Você conhece o campeonato o Paulista? Gibson - Por enquanto não sei muita coisa, mas com o passar do tempo terei a oportunidade de entender melhor seu funcionamento. Comércio - Quais dificuldades você deve enfrentar no estilo brasileiro de jogar? Gibson - Estou me adaptando à alta velocidade do basquete brasileiro e logo poderei fazer um bom trabalho. Comércio - Você é casado? Gibson - Tenho uma noiva que mora nos Estados Unidos. Ela é francesa e se chama Michelle Clerveaux. Vou me casar com ela no próximo ano. Michelle tem 25 anos e eu, 24. Comércio - Ela virá para o Brasil morar com você? Gibson - Espero que sim, mas quero regularizar minha situação. Comércio - Você teve problemas com uso de maconha na faculdade e foi suspenso por 14 jogos. Isso continua a atrapalhar ou é uma questão superada? Gibson - Sim, eu cometi erros, mas cresci profissionalmente no basquete. Todos cometem erros e hoje estou mais velho e isso é uma questão encerrada. Comércio - Você já conheceu algo de Franca? Gibson - Ainda não conheço a cidade, mas vou para minha casa a pé e no supermercado de vez em quando. Andei de carro pela cidade com colegas do time. Comércio - Como é o assédio aqui no Póli? Gibson - Atendo sempre que alguém vem me pedir autógrafo, mas fico emocionado principalmente quando são crianças.

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