Sindicalista é ferido por granada de uso do Exército


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Vista geral da cozinha da sede do sindicato onde presidente foi vítima de atentado com granada: marcas de sangue e estilhaços da bomba
Vista geral da cozinha da sede do sindicato onde presidente foi vítima de atentado com granada: marcas de sangue e estilhaços da bomba
Quinta-feira, 23h30. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Frentistas, Entregadores de Gás e Lavadores de Carros, Maurício Santana Justo, 50, o “Maurição”, e a secretária FM, 27, conversavam na cozinha do sindicato, quando escutaram um barulho na recepção do imóvel. Maurício foi até a sala ver o que era e se viu no meio de uma grande explosão. O sindicalista foi atingido por uma granada de uso exclusivo do Exército. Ele foi medicado e passa bem. A polícia investiga a estranha ocorrência. O estranho “atentado” aconteceu no imóvel situado no cruzamento das ruas Saldanha Marinho com a Homero Pacheco Alves, na região central da cidade. A secretária FM ficou desesperada ao se deparar com o sindicalista ensanguentado. “Pensei que fosse alguém entrando no sindicato. O Maurício foi até à sala e eu fiquei na cozinha. De repente, escutei um estrondo e vi o Maurício se arrastando em minha direção, pedindo ajuda. Fiquei em pânico”, disse FM. Estilhaços da granada feriram as pernas, barriga e o pescoço de Maurício, que foi socorrido na Santa Casa. Segundo a polícia, o material explosivo usado no atentado foi uma granada de uso do exército. Investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) começaram a trabalhar no caso. “É tudo muito estranho. Estamos investigando o caso e ainda não podemos precisar se foi um atentado contra o presidente do sindicato ou contra a instituição”, disse o delegado Wanir José da Silveira. Maurício Santana Justo recebeu alta na manhã de ontem da Santa Casa. Ele acredita que o atentado estaria ligado a denúncias feitas por ele ao Ministério Público contra representantes de sua categoria de outras cidades e também patrões que não estariam pagando funcionários. “Acho que o ato seria uma espécie de retaliação. Eu tenho ações contra patrões que não pagam funcionários. Por outro lado, tem outros sindicalistas da área dos frentistas que eu brigo muito, pois não são íntegros. Eu denunciei uma turma no Ministério Público Federal, que forjaram registros em carteira para serem diretores e presidentes de sindicatos”, disse Maurício Santana.

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