Inimigos históricos se unem na luta para garantir o saque do FGTS


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João Bernardo da Silva, prcurador da República em Franca, em foto de arquivo: Instituição deve entrar com ação judicial se a Caixa se negar a pagar o FGTS
João Bernardo da Silva, prcurador da República em Franca, em foto de arquivo: Instituição deve entrar com ação judicial se a Caixa se negar a pagar o FGTS
Todos juntos pelo trabalhador. A polêmica envolvendo a possibilidade de saque de R$ 2,6 mil da conta de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de 50 mil pessoas em Franca foi capaz de unir, na mesma causa, personalidades tão antagônicas quanto o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e os vereadores petistas Gilson Pelizaro e Silas Cuba. Não foram os únicos. O Ministério Público Federal também promete entrar na pendenga. Liberado em situações como tratamento de doenças incuráveis, aquisição da casa própria e demissão sem justa causa, o saque foi autorizado após o Governo Federal reconhecer um decreto da Prefeitura que declarou situação de emergência após o temporal de 21 de janeiro. Têm direito ao benefício todos os trabalhadores com conta no FGTS e moradores na área urbana da cidade. Estão de fora os residentes no Parque Mirante, Monte Carlo, Recanto Fortuna, Porto dos Sonhos, Jardim Canadá, Village do Sol, Parque dos Ipês e Village San Rafaello. Na teoria, bastaria o trabalhador procurar a CEF (Caixa Economia Federal) munido com o Decreto de Situação de Emergência e da Avaliação de Danos, além dos documentos pessoais, e retirar o dinheiro. Como o banco se nega a pagar, Pelizaro e Cuba ingressaram com representação no Ministério Público Federal, que prometeu intervir. Além disso, o prefeito Sidnei Rocha determinou que a Procuradoria da Prefeitura tome medidas para garantir o direito e recomendou que o site oficial da Prefeitura (www.franca.sp.gov.br) disponibilize os documentos básicos para que o trabalhador solicite o saque da conta vinculada. “Temos que lutar ao lado do trabalhador”, disse Rocha. Já o Ministério Público, através do procurador João Bernardo da Silva, pretende entrar com uma ação coletiva contra a CEF que beneficiaria a todos que têm direito ao benefício. Essa definição deverá acontecer na semana que vem, já que uma reunião com a Caixa acontecerá na segunda-feira. “Tenho reunião com diretores do banco em Franca, Bauru e Ribeirão Preto para tentar um acordo para o pagamento. Se isso não ocorrer, acionaremos a Caixa na Justiça Federal”, disse.

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