Sucessão no PT


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A crise que atingiu o PT, os conseqüentes processos no STF, o resultado do 3º Congresso Nacional do PT, assim como a possível desistência de Ricardo Berzoini em disputar a presidência do partido, fizeram surgir novas lideranças também chamados “emergentes”. Os nomes são os de parlamentares que têm se destacado na Câmara. Da chapa Construindo um Novo Brasil, que obteve maioria no congresso do partido, surgem o do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), técnico em mecânica, ex-prefeito de Angra dos Reis e deputado federal em terceiro mandato. Seu nome ganhou destaque durante a votação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A chapa Construindo um Novo Brasil quer manter a presidência do Partido nas mãos de um deputado federal. A preferência deles é Berzoini, mas caso haja a desistência anunciada, elegeram como representantes Carlos Abicalil (PT-MT), professor formado em Filosofia, com especialização em História Contemporânea, que ganhou destaque como integrante da CPI dos Correios; Marco Maia (PT-RS), gaúcho, metalúrgico, deputado federal em segundo mandato, relator da CPI que avalia a crise no sistema de tráfego aéreo do país; Maurício Rands (PT-PE), deputado em segundo mandato, professor de direito, ex-vice-líder do partido na Câmara e André Vargas (PT-PR), oriundo de movimentos sociais foi vereador em Londrina e preside o partido no Paraná há sete anos. Vargas é o símbolo da defesa combativa do Partido dos Trabalhadores. Além disso, lida bem com a burocracia partidária e com os demais grupos do partido, principalmente os ligados à ministra do Turismo, Marta Suplicy. Tem, ainda, forte ligação com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. No grupo Mensagem ao Partido, liderado por Tarso Genro e Raul Pont, as discussões giravam em torno de Olívio Dutra e Henrique Fontana (PT-RS), mas agora as articulações voltam-se para Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da presidência, com apoio do próprio Genro, mesmo sendo de corrente diferente. Marco Aurélio teme por sua credibilidade, abalada pelos gestos protagonizados após o acidente com o avião da TAM, em São Paulo. A sucessão do PT está prevista para a primeira quinzena de dezembro, mas o debate acerca dos presidenciáveis já começa a tomar corpo desde já, principalmente após a desistência de Berzoini. O próximo presidente do PT terá o desafio de conduzir o processo eleitoral de 2008 e preparar a sucessão de Lula, que pela primeira vez não representará o seu partido na disputa presidencial. Chegar a um nome que agrade ao PT e seu arco de alianças não será tarefa fácil e constituí tremenda responsabilidade para o próximo presidente do partido. ANDRÉ VARGAS (PT-PR) é deputado federal e um dos líderes da Frente Parlamentar em Defesa da Mídia Regional

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