Brodowski, conhecida por ser a terra natal do pintor Cândido Portinari, tem despontado no ramo de confecções. A cidade, com 20 mil habitantes, abriga aproximadamente 200 empresas no ramo, a maioria na produção de calças jeans. Juntas, empregam mais de 3 mil pessoas direta e indiretamente, tornando-se o principal setor empregatício da cidade. Brodowski teria tudo para crescer ainda mais no ramo de confecções, mas esbarra em um obstáculo.
Nem mesmo a concorrência é tão forte quanto a falta de mão-de-obra qualificada. Em 30% das confecções, há vagas que não são preenchidas por falta de pessoal capacitado.
Andréia Victorino, proprietária de uma confecção na cidade, afirma que contratar uma boa costureira na cidade tem se tornado uma tarefa cada vez mais difícil. “Aqui estamos vivendo uma guerra por bons profissionais. Na falta deles, as confecções estão indo atrás de pessoas que já estão trabalhando. Para conseguir atraí-los, oferecem maiores salários dos pagos pela maioria”, disse. Em média, o salário é de R$ 550; quem cobre esse valor consegue levar uma costureira já pronta para o trabalho. Andréia, que produz 25 mil calças por mês, também enfrenta esse problema. “Tenho 30 funcionários e a minha sorte é que eles estão comigo há muito tempo e acredito que vão continuar”, completou.
Para reduzir o problema, a prefeitura pretende oferecer cursos gratuitos para pessoas interessadas em ingressar no setor. O prefeito, Antônio José Fabbri (PTB), disse que o Fundo Social de Solidariedade oferece curso de corte e costura que forma, em média, 15 pessoas ao mês. “Ainda é pouco”, disse o prefeito.
Para o próximo ano, a Prefeitura estuda a possibilidade de implantar uma Escola de Costura para habilitar até 40 pessoas por mês. “O setor está entre os mais importantes da cidade por ser o que mais gera postos de trabalho. Sem dúvida, a importância do setor está na quantidade de empregos que gera”.
Fabri disse acreditar que entre as razões que fomentaram o surgimento de fábricas de confecções está a boa posição geográfica do município, fato que ajuda a alavancar, também, outros setores, como o de móveis e da construção civil. “A localização é muito boa. Estamos muito próximos de Ribeirão Preto e no caminho para São Paulo, Paraná, Triângulo Mineiro, Goiás, Belo Horizonte e outros centros industriais e empresariais importantes”, afirmou.
Segundo ele, a maioria das empresas de confecção da cidade trabalham como terceirizadas para indústrias de São Paulo. Fabri e a Associação Comercial e Industrial de Brodowski não souberam precisar quanto em dinheiro o setor movimenta mensalmente na cidade.
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