Saque do FGTS triplica movimento


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A possibilidade de sacar até R$ 2,6 mil do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) levou, ontem, mais de 150 pessoas ao JEF (Juizado Especial Federal) em Franca. O movimento foi pelo menos três vezes acima do normal já que, em média, 45 pessoas passam pelo local. Segundo o diretor do JEF na cidade, Edson Cialdini, o vaivém durou o dia todo. “Foi uma movimentação bem atípica”, disse. E a procura deverá se intensificar, já que se estima em mais de 50 mil o número de francanos com direito à retirada. Os saques de FGTS normalmente ocorrem para tratamento de doenças incuráveis, demissão sem justa causa e aquisição da casa própria. Para Franca, o direito viria por causa do temporal de 21 de janeiro. Com o comprometimento no abastecimento de água, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) decretou situação de emergência, aceita pelo Governo Federal em 6 de julho. Nestes casos, a legislação federal admite saques até o teto de R$ 2,6 mil. A própria Caixa Econômica Federal reconhece isso em seu site (www.cef.gov.br), porém, nega-se a liberar as retiradas, por alegar que Franca não apresenta todas as condições exigidas. A situação deve desencadear uma ação do Ministério Público Federal. Os vereadores Gilson Pelizaro e Silas Cuba (PT) representarão hoje contra a CEF, pedindo providências do MPF e o procurador da República, João Bernardo, promete agir. “Se é lei, a Caixa tem que cumprir”, disse. Outro a entrar na briga foi Sidnei Rocha. Ele ordenou que a procuradoria jurídica da cidade “aja em tudo que for de sua alçada”. A juíza-presidente da Justiça Federal em Franca, Daniela Duarte da Silva, foi procurada, via assessoria de imprensa, mas não retornou à reportagem.

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