De acordo com o Ministério da Educação, aproximadamente 400 brasileiros já se formaram em medicina na Escuela Latinoamericana de Medicina (Elam), em Cuba. Mas voltar ao Brasil com um diploma na mala não é garantia de conseguir trabalho. O certificado não é reconhecido pelo governo federal.
Para atuar na profissão, o médico que se forma naquele país precisa procurar uma faculdade brasileira e cursar as disciplinas às quais não teve acesso na Elam. Após esse processo, que pode durar mais de dois anos, ele tem ainda que procurar o Conselho Regional de Medicina e solicitar o reconhecimento do diploma.
A chefe-substituta da Assessoria Internacional do Ministério da Educação, Cláudia Soares, disse que o governo federal estuda a possibilidade de criar uma espécie de exame nacional voltado para brasileiros que se formam em medicina em Cuba.
Segundo a Embaixada de Cuba, em Brasília, todos os anos são distribuídas aproximadamente cem bolsas de estudo para jovens brasileiros de baixa renda em geral ligados ao movimento dos sem-terra e a partidos políticos. Durante os seis anos que permanecem naquele país estudando medicina, os jovens ganham bolsa integral que inclui alojamento, alimentação e curso de espanhol.
Para disputar uma bolsa, os candidatos devem ter até 25 anos e apresentar certificado de conclusão do ensino médio e o histórico escolar. Outra exigência é o atestado de saúde e HIV (Aids).
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.