Estudantes recriam assembléias da ONU em Franca


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Alunos da Unesp e de outras universidades do país discutem, como diplomatas de países integrantes da ONU, temas em pauta na organização internacional
Alunos da Unesp e de outras universidades do país discutem, como diplomatas de países integrantes da ONU, temas em pauta na organização internacional
Em uma sala de conferência, diplomatas discutem, em inglês, as ações da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a instalação de mísseis da União Soviética em Cuba, em plena Guerra Fria. Na discussão, o delegado norte-americano aponta aos demais diplomatas a situação crítica e a possibilidade de haver uma guerra nuclear. A representante da China se exalta e também entra na discussão. Apesar do universo acima citado se passar em 1962, ele está sendo recriado durante esta semana no Tower Hotel, em Franca. Os diplomatas, vestidos de acordo com o país que representam, na verdade são alunos do curso de Relações Internacionais de vários lugares do Brasil e encontram na terceira edição do United Nations of São Paulo Model (UN-SP Model) uma forma de colocar em prática a teoria que aprendem nas salas de aula. “No evento, o estudante se aprofunda em temáticas internacionais. Ele desenvolve ainda habilidades de negociação, de retórica, de se expressar em público, além de se aprofundar em temas que não são tratados na faculdade”, diz o secretário-geral do UN-SP, Ighor Melo, que assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, é o chefe administrativo do evento. São 142 alunos dos cursos de Relações Internacionais, Direito, Administração e Comunicação Social que, durante cinco dias, observam no evento uma oportunidade de crescimento profissional. Apesar da maioria ser de Franca, o UN-SP conta com aproximadamente 25 “estrangeiros” de Uberlândia, Brasília, São Paulo e Araraquara que estão em na cidade exclusivamente para o evento. Durante os cinco dias, os delegados discutem temas que estão na pauta da ONU, como tráfico de mulheres, refugiados de desastres ambientais, Rodada de Doha na OMC (Organização Mundial do Comércio), desarmamento e segurança internacional. Na sexta-feira, uma assembléia geral discutirá a reforma do Conselho de Segurança, o mais importante dos conselhos da instituição, do qual o Brasil quer fazer parte como membro permanente. E se você pensa que se trata apenas de uma simulação, está enganado. Todas as resoluções geradas durante o UN-SP serão enviadas para a ONU para análise e possível apreciação entre seus membros.

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