‘A Caixa desobedece a lei’, diz Jerônimo


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O secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, foi o primeiro a pedir saque de FGTS para a Caixa. Solicitou o máximo previsto pela lei, R$ 2,6 mil, mas teve o pedido negado. Indignado, decidiu entrar com o pedido na Justiça Federal. O processo está em trâmite. Para Jerônimo, a Caixa não tem o direito de negar a retirada dos recursos por Franca atender a todas as determinações legais para que os trabalhadores façam as solicitações. “A Prefeitura fez o decreto citando toda a área urbana em situação de emergência, porque faltou água para todos . O Estado aceitou e o Governo Federal também. A Caixa não pode passar por cima da lei”, disse. Jerônimo afirma que os trabalhadores têm o direito de entrar com o pedido de retirada até 90 dias depois do decreto, prazo que vence no próximo dia 4. Ele aconselha que a solicitação seja feita diretamente na Justiça Federal. “A Caixa já falou que não pagará. O caminho é a Justiça. E rápido”. Para ele, não é necessário estar trabalhando registrado para ter direito ao saque. “A lei determina que até mesmo as contas inativas podem ser movimentadas. Tendo saldo, não importa se a pessoa está ou não registrada”, afirmou. Questionado se necessita do dinheiro, Jerônimo foi incisivo. “O dinheiro é meu. Do Jerônimo trabalhador. Como todos os trabalhadores, sou dono dos recursos de meu FGTS”, disse. “Imagine quantos benefícios esse dinheiro - são entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões - poderá trazer à cidade e às pessoas”.

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