É um ditado árabe, mas se aplicado em muitos casos torna-se furado. Porém, se levado ao pé da letra, chega-se a uma conclusão de que o autor de “O jovem não sabe, o velho não pode”, estava com total razão.
O jovem não possui a experiência que o velho tem; velho, com todo respeito que lhe é devido. Sem experiência, o jovem ainda não sabe muita coisa que só a vida pode ensinar.
Por exemplo, muitos jovens quando chegam para entregar um currículo em alguma empresa, pretendendo uma vaga de trabalho, esbarram em “experiência”. Uma “faca de dois gumes”. Como conseguir experiência se nunca trabalharam? O mercado de trabalho, furioso, engolindo Deus e o mundo, não quer saber. Não possui experiência, não interessa. Então, a primeira parte do ditado, “O jovem não sabe”, é plenamente justificada.
Chega-se à parte mais penosa: “O velho não pode”. Como e o que não pode? O velho pode e deve. Deve ensinar o jovem que não possui experiência e que ainda não enfrentou o mercado de trabalho. Trata-se de um desrespeito total, amplo e irrestrito.
Querem um exemplo? Uma pessoa que trabalhou quase ‘200 anos’ em uma grande fábrica de calçados de Franca. Um funcionário exemplar. Todas as vezes que eu fui até a seção dele, em nenhum momento vi um jovem aprendendo o que ele fazia. Nem aprendendo, muito menos olhando. Como é que um talento experiente vai se esvaindo pelos dedos da mão do patrão, e este quieto, esperando acabar o tempo de serviço para dar uma ‘aposentadoria merecida’ ao tão competente funcionário?
Sei que sou um pouco ferreiro e em muitas das vezes uso espeto de pau, mas a vida está mudando e as funções exercidas pelos mais experientes dentro de uma empresa podem muito bem ser aprendidas e aperfeiçoadas, mesmo contando com um conservadorismo extremo.
Posso escrever: o jovem pode saber e o velho pode e deve muito bem ensinar. Respeito é bom. E o jovem de hoje será o velho de amanhã, sem enfrentar problemas da nossa época. Assim espero.
POSITIVO
Amanhã, sexta-feira, 21 de setembro comemoramos o Dia da Árvore, momento para refletir sobre a conservação da natureza e preservação das nossas matas. Momento para plantar mais uma árvore que um dia irá nos dar sombra e alimento, limpará nosso ar e preservará o solo do planeta. A Secretaria de Meio Ambiente de Franca programou uma semana de atividades que foi aberta segunda-feira com o Programa Educacional de Difusão do Pau-Brasil. Haverá palestras até este sábado, plantio de mudas e o lançamento do diagnóstico da arborização urbana da cidade.
NEGATIVO
Do trabalho formal ao trabalho assalariado sem registro em carteira... Daí para serviços temporários - ‘bicos’ esporádicos - em atividades lícitas ou ilícitas, e finalmente, a necessidade de recorrer aos programas sociais governamentais, buscar ajuda em igrejas, Ongs, ou ainda, depender da solidariedade de vizinhos e da caridade alheia. Não necessariamente nessa ordem, essa tem sido a dramática trajetória facilmente revelada por qualquer levantamento junto aos camelôs que atravancam as ruas de Franca - muitos deles o tempo todo fugindo de fiscais ou da polícia como se fossem bandidos; ou junto às centenas de ‘catadores’, aos moradores de rua, àqueles nas filas dos serviços assistenciais, ou, ainda, junto aos sentenciados nas cadeias. Em grande parte desses casos, não é difícil encontrar um denominador comum: a impossibilidade de garantir a sobrevivência de forma regular e autônoma, através do único recurso disponível aos trabalhadores: a venda de sua força de trabalho.
HOMENAGEM
Em comemoração ao Dia do Rádio que acontece amanhã, A Câmara Municipal de Franca homenageou nesta terça-feira à noite com o diploma de honra ao mérito vários radialistas da velha e da nova geração. Entre os homenageados estava este colunista, pela atuação à frente da Rádio Difusora nos anos 60 e pelo trabalho em outras emissoras da Capital, entre elas a Rádio Globo. Recebemos também o diploma de Honra ao Mérito entregue pelo Rotary Club Franca Norte. Nossos agradecimentos pela homenagem.
EMOÇÃO
Momentos de emoção e de saudade quando Garcia Neto, ícone do rádio francano e um dos homenageados, falou aos presentes da tribuna da Câmara, contando um pouco da história do rádio. Nesta noite festiva, foram também homenageados pela Câmara e pelo Rotary o repórter de polícia do Comércio e da Difusora Daniel Rodrigues; Leandro Vaz, revelação do rádio 2007, âncora dos programas Difusora Notícias e Jornal da Noite, o jovem talento Adamo Alves, da Rádio Imperador, Roberto Franchini, da Hertz, e Rangel Vaz, antigo radialista que não pôde comparecer, mas foi representado por Antônio Augusto Nunes de Souza, grande amigo e outra figura marcante do rádio francano.
MUSEU DA IMAGEM
As festividades pelo Dia do Rádio continuam nesta sexta-feira, quando radialistas participarão de um deguste cultural nas dependências do Museu da Imagem e do Som de Franca, na Rua Campos Salles, 2210.
O diretor do MIS., radialista Luiz Cláudio Barsotelli, recepcionará a Imprensa e promete mostrar as novidades do Museu, entre elas fotos de antigos nomes que marcaram a radiofonia de Franca.
Em breve, estará pronto o site do MIS.
DIA DO RÁDIO
O rádio é o jornal dos que não sabem ler; é o mestre de quem não pode ir à escola; é o divertimento gratuito dos pobres; é o animador de novas esperanças; o consolador dos enfermos; o guia dos sãos, desde que o realizem com espírito altruísta e elevado.
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