Escolhi Renan!


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Febem ou Renan? Bem... O Renan é emancipado, foi deputado estadual e federal, até ministro da Justiça chegou a ser no governo Collor; atualmente, senador da República e presidente daquela “casa”; agora, a gurizada da Febem (unidade recém instalada em Franca) cometeu desvio de comportamento, com grandes chances de recuperação. Já o Renan... Assim, envolto em dúvidas, decidi escrever sobre o Renan pela sua larga e vasta trajetória, e claro, o sujeito tem lá suas prerrogativas que merecem ser respeitadas. Mas, por que a dúvida entre Febem e Renan? É que descobri um paradoxo que me chamou a atenção: a Febem tem políticas que buscam a recuperação e re-inclusão do indivíduo na sociedade; Renan, ao que divulga, desenvolve “políticas” promovendo imoralidades, enriquecimento ilícito, fomentando a corrupção que corrobora com a degradação miserável da raça humana; foi pelo comportamento político-social dessa excelência alagoana que acabei me convencendo em abordá-lo aqui hoje. Homem que aprendeu a saltar de embarcações políticas quando estavam prestes a afundar; de faro apurado para se aproximar e conquistar aliados; ética e moral, interpretadas e praticadas segundo suas impressões e concepções particulares. Senador presidente do senado, com regras (paralelas) indizíveis, influência avassaladora, trânsito palaciano, amigos no céu e no inferno. Seu poder é sem dúvida nenhuma, seu micro-Estado, onde reina soberanamente até agora. O que o Brasil testemunhou no julgamento arranjado do presidente do Senado Federal foi um verdadeiro desastre institucional; prova maior, incontestável e irrefutável de que esse País não vive saudável período democrático - sendo essa “coisa” (que não podemos nem de longe considerar uma democracia) a “ferramenta” ideal de promoção-contenção-manutenção política de pessoas e grupos que na sua grande maioria almeja se drogar com o poder sofrendo seus efeitos alucinantes tripudiando sobre o povo. Renan se drogou com o poder, fugiu-lhe o juízo até a alma - assim, como ele, os seus pares, asseclas e bajuladores - enfim, toda a rede armada no leito desse rio caudaloso. Com a criminalidade crescente e galopante fica impossível tentar reverter o quadro preocupante, pois, se aqueles que criam as leis não as cumprem; encoraja outros a descumprí-las também. Acredito que exista tempo aos bons que ainda restam, em lavar o nome do Senado Federal, de se resgatar ainda que uma pequena parcela de credibilidade e respeito com o expurgo de criaturas tão nebulosas que, infelizmente, o destino nos aprouve servir. RICARDO VERÍSSIMO JÚNIOR é funcionário público e integra o Conselho de Leitores do Comércio da Franca.

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